Os países do Golfo interceptaram novas ondas de drones e mísseis iranianos na noite desta quarta-feira (11), no horário de Brasília, manhã de quinta-feira (12), horário local, com ataques a instalações petrolíferas e navios-tanque.
Dois navios-tanque estrangeiros foram atacados por drones iranianos em águas territoriais do Iraque.
Pelo menos uma pessoa morreu e 38 foram resgatadas. O Irã reivindicou a responsabilidade, afirmando que um ataque com drone submarino explodiu os navios-tanque.
O Ministério da Defesa da Arábia Saudita informou ter interceptado e destruído mais de 20 drones na região leste do país, onde se localizam os campos de petróleo do reino.
O Bahrein informou que os ataques iranianos tiveram como alvo tanques de combustível em uma instalação na província de Muharraq, no norte do reino.
O Ministério do Interior alertou os moradores de quatro cidades e vilarejos próximos para que permanecessem em suas casas e fechassem as janelas para evitar os efeitos da fumaça e do fogo.
Os Emirados Árabes Unidos informaram que suas defesas aéreas estavam respondendo a “ameaças de mísseis e drones provenientes do Irã”.
O gabinete de imprensa do governo de Dubai informou que um drone caiu sobre um prédio nas proximidades de Creek Harbour e que um pequeno incêndio foi controlado.
As forças armadas do Kuwait disseram que suas defesas aéreas também estavam respondendo a “ameaças hostis de mísseis e drones”.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.
Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam terem destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.
Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.
Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvos do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.
Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.
Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, classificando como um “grande erro”. Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.
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Fonte : CNN