A seleção dos Estados Unidos está muito próxima de viver um dos momentos mais constrangedores de sua história no Clássico Mundial de Beisebol.
Após uma derrota surpreendente por 8 a 6 para a Itália na terça-feira, os americanos agora dependem do resultado do confronto entre Itália e México para saber se avançam às quartas de final ou se protagonizam uma eliminação inesperada ainda na fase de grupos.
No duelo contra os italianos, os EUA chegaram a estar perdendo por 8 a 0 antes de tentar reagir nas entradas finais. Agora, a equipe terá que assistir ao jogo decisivo sem poder fazer nada para mudar seu destino.
A equipe americana entrou no torneio com status de favorita. Uma eliminação precoce seria inédita para o país na história da competição, que existe há duas décadas.
Caso isso aconteça, seria um golpe duro para a nação que tradicionalmente chama o beisebol de “passatempo nacional”. Além disso, significaria a queda de um dos elencos mais fortes do torneio, que buscava se vingar da derrota para o Japão na final de 2023.
Com a possível saída dos EUA, o caminho pelo título ficaria ainda mais aberto para seleções como República Dominicana, Venezuela e o atual campeão Japão.
Derrota inesperada para a Itália
O resultado que colocou os americanos nessa situação foi a derrota por 8 a 6 para a seleção italiana.
Apesar do placar surpreendente, o time da Itália não é formado apenas por jogadores nascidos no país europeu. As regras do Clássico Mundial permitem que atletas defendam uma seleção caso tenham ligação familiar com o país.
Por isso, boa parte do elenco italiano é composta por jogadores nascidos nos Estados Unidos, muitos deles atuando nas ligas profissionais de beisebol.
Ainda assim, a derrota americana poderia ter sido ainda mais pesada. Após cinco entradas e meia, a Itália já vencia por 8 a 0.
Técnico vira alvo de críticas
Além do resultado, a atuação do técnico Mark DeRosa passou a ser questionada.
Antes da partida, em entrevista ao programa “Hot Stove”, da MLB Network, o treinador afirmou que pretendia poupar alguns jogadores.
“Vou dar descanso a alguns atletas”, disse DeRosa, mencionando também a intenção de utilizar Paul Goldschmidt, do New York Yankees, e Gunnar Henderson, do Baltimore Orioles.
Em outro trecho da entrevista, o treinador afirmou que os Estados Unidos já estariam classificados para as quartas de final — algo que não era verdade.
A declaração rapidamente viralizou e levantou dúvidas sobre se o técnico montou a escalação acreditando que a vaga já estava garantida.
Após o jogo, DeRosa admitiu o erro.
“Eu me expressei mal. Estava conversando com amigos no programa e interpretei os cálculos de forma errada”, afirmou.
Critérios de desempate complicam cenário
O regulamento do Clássico Mundial prevê uma série de critérios de desempate caso equipes terminem com campanhas iguais.
O primeiro deles é o chamado RA/DOUT, que divide o número de corridas sofridas pelo total de eliminações defensivas registradas.
Se ainda houver empate, o critério passa a ser o ERA/DOUT, que considera as corridas merecidas sofridas pela equipe.
Persistindo a igualdade, vale a média de rebatidas do time na fase de grupos. Em último caso, a organização do torneio decide a vaga por sorteio.
O que precisa acontecer para os EUA avançarem
Há um cenário simples para os americanos: se a Itália vencer o México, os Estados Unidos terminam em segundo lugar no Grupo B e avançam às quartas de final.
Mas, se o México vencer, a situação fica muito mais complicada.
Nesse caso, as três equipes terminariam com campanha de 3 vitórias e 1 derrota, e a classificação dependeria dos critérios de desempate.
De forma geral, uma vitória mexicana com placar baixo favoreceria Itália e México, eliminando os Estados Unidos.
Por outro lado, um jogo com mais corridas marcadas e vitória mexicana poderia classificar México e Estados Unidos, deixando a Itália de fora.
Se a partida for para entradas extras, os cálculos ficam ainda mais complexos — e a definição da vaga pode depender de contas feitas apenas após o fim do jogo.
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Fonte : CNN