O chefe da companhia portuária do Iraque disse à CNN nesta quarta-feira (11), horário de Brasília, que 38 tripulantes de dois petroleiros estrangeiros que pegaram fogo no Golfo Pérsico após serem atacados em águas territoriais iraquianas foram resgatados, mas pelo menos uma pessoa morreu.
Farhan al-Fartousi, diretor-geral da Companhia Portuária Iraquiana, disse à CNN que os 38 tripulantes resgatados eram todos estrangeiros, mas não forneceu detalhes sobre feridos ou danos aos navios.
“Até agora, não sabemos a natureza das explosões que ocorreram nas duas embarcações”, disse ele.
A Reuters informou que uma investigação inicial de autoridades de segurança iraquianas concluiu que barcos iranianos carregados de explosivos atingiram os dois petroleiros.
Imagens verificadas pela CNN mostram os dois petroleiros em chamas, com o fogo se alastrando para a água ao redor – provavelmente resultado de um vazamento de óleo. Dados de rastreamento das embarcações indicam que elas estavam ancoradas lado a lado quando o incêndio começou.
Os navios em chamas são o Zefyros, com bandeira de Malta, e o Safesea Vishnu, com bandeira das Ilhas Marshall.
O proprietário registrado do Safesea Vishnu é a empresa americana Safesea Transport Inc., enquanto o proprietário do Zefyros está sediado na Grécia.
A CNN entrou em contato com a Safesea Transport Inc. para obter um posicionamento.
As autoridades iraquianas não divulgaram imediatamente mais informações sobre a nacionalidade das pessoas resgatadas.
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Navios atravessam estreito de Ormuz
Pelo menos seis navios conseguiram atravessar o Estreito de Ormuz nos últimos dias, a maioria após desligar seus sinais de rastreamento marítimo ou tentar ocultar suas posições reais, de acordo com dados da MarineTraffic analisados pela CNN.
Os navios — incluindo três graneleiros, um petroleiro e dois navios-tanque para transporte de petróleo e produtos químicos — transitaram pelo estreito desde 6 de março.
O Estreito de Ormuz é uma importante rota de recursos energéticos, responsável por cerca de um quinto do transporte global de petróleo bruto. Ele está efetivamente fechado desde o início da guerra, após as Forças Armadas iranianas alertarem que qualquer navio que passasse por ali seria atacado.
Entre os navios identificados pela CNN e pelo MarineTraffic está o Dalia, um petroleiro de bandeira iraniana que transporta petróleo e produtos químicos e que foi alvo de sanções do Departamento do Tesouro dos EUA e da União Europeia.
De acordo com os dados, a embarcação parou de transmitir seu Sistema de Identificação Automática, um sistema de rastreamento obrigatório para navios, em 8 de março, após se aproximar do estreito pelo leste do Irã.
Ele reapareceu no MarineTraffic em 10 de março, após transitar pelo estreito, antes de atracar no porto de Bandar Imam Khomeini, no Irã, um dia depois.
Uma tática semelhante foi usada pelo Shenlong, um petroleiro de bandeira liberiana que chegou a Mumbai, na Índia, em 11 de março, e pelo KSL Hengyang, um navio graneleiro com destino a Singapura, navegando sob a bandeira da Jordânia.
Outros, como o petroleiro Parimal, de bandeira de Palau, parecem ter seguido uma rota normal pelo estreito até 7 de março, quando foram afetados por interferência no GPS, segundo dados da MarineTraffic.
Outros navios próximos ao estreito começaram a transmitir mensagens aparentemente destinadas a dissuadir o Irã de atacá-los.
As mensagens, transmitidas onde normalmente é enviado o porto de destino do navio, incluem “dono chinês, todo chinês” e “dono e tripulação da China”, em tradução livre (“CHINAOWNERALLCHINESE” e “CHINA OWNER&CREW”).
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Fonte : CNN