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A União Europeia está considerando medidas para conter os preços da energia, incluindo a fixação de um teto para o preço do gás, afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, nesta quarta-feira (11).

Mesmo antes da disparada dos preços do petróleo e do gás devido à guerra com o Irã, Bruxelas já vinha elaborando propostas para tentar aliviar as indústrias que alegam que os altos preços da energia as impedem de competir com rivais na China e nos Estados Unidos.

“É crucial que reduzamos o impacto nos custos, quando o gás determina o preço da eletricidade”, declarou von der Leyen ao Parlamento Europeu.

“Estamos preparando diferentes opções: melhor utilização de contratos de compra de energia (PPAs) e contratos por diferença (CFDs); medidas de auxílio estatal; e estamos explorando a possibilidade de subsidiar ou fixar um teto para o preço do gás”, acrescentou.

O sistema elétrico da UE é projetado de forma que a última usina necessária para atender à demanda total determine o preço da energia. Frequentemente, essa usina é a gás – portanto, picos no preço do gás podem fazer com que os preços da eletricidade disparem, mesmo quando grande parte da energia é produzida a partir de fontes renováveis ​​ou nucleares mais baratas.

A ideia de fixar um teto para o preço do gás pode dividir os governos da UE.

A UE introduziu um teto para o preço do gás em 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia e cortou o fornecimento de gás para a Europa, elevando os preços a níveis recordes e forçando algumas indústrias a fechar as portas.

O teto foi concebido para entrar em vigor se os preços do gás na Europa atingissem 180 euros por megawatt-hora. Ele nunca foi acionado e expirou no ano passado.

O teto foi contestado por governos, incluindo os da Alemanha e dos Países Baixos, que alertaram que ele prejudicaria a capacidade da Europa de garantir o fornecimento de combustível em caso de crise, especialmente se os compradores na Ásia pudessem oferecer preços mais altos do que os compradores europeus para garantir cargas de gás natural liquefeito.

Alguns navios-tanque de GNL com destino à Europa já estão se dirigindo para a Ásia desde o início da guerra com o Irã, à medida que os compradores buscam cargas substitutas depois que o Catar, principal fornecedor da Índia, interrompeu a produção de GNL.

Von der Leyen também apontou que retornar à energia russa seria “um erro estratégico” e tornaria a Europa mais vulnerável. O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, pediu esta semana à União Europeia que suspenda as sanções energéticas contra a Rússia – que proíbem a maior parte das importações de petróleo russo – para controlar os preços.

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Fonte : CNN

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