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A possível visita de um assessor de Donald Trump a Jair Bolsonaro na prisão serve como munição para fortalecer o discurso bolsonarista, conforme análise do analista de Política da CNN Pedro Venceslau. O encontro, se confirmado, ajudaria a reforçar a narrativa de que Flávio e o ex-presidente mantêm conexões com o presidente americano.

Segundo Venceslau, existe uma avaliação em uma ala do Palácio do Planalto e dentro do próprio PT que teme uma possível interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras deste ano. Esta interferência poderia ocorrer de diversas formas, seja política ou diplomática.

Histórico de tensões diplomáticas

O assessor em questão é Darren Beattie, integrante do governo Trump, e já causou atritos diplomáticos anteriormente. “No ano passado, ele fez declarações consideradas antidiplomáticas ao sugerir que tarifas estavam sendo aplicadas no Brasil porque Bolsonaro estaria sendo perseguido e que o STF (Supremo Tribunal Federal) agiria de forma política contra adversários”, explica Venceslau.

Na ocasião, o Brasil chegou a chamar o encarregado de Negócios dos EUA, Gabriel Escobar, para prestar esclarecimentos, marcando o pior momento das relações diplomáticas entre os dois países. Beat é considerado nos Estados Unidos um assessor de perfil mais ideológico, ligado à ala mais radical do trumpismo.

Relações Brasil-EUA e impacto eleitoral

O analista da CNN destacou que o bolsonarismo esperava muito mais de Trump, havendo uma frustração quando o presidente americano elogiou Lula e derrubou tarifas. Eduardo Bolsonaro chegou a viajar aos Estados Unidos acreditando que conseguiria convencer a Casa Branca a fazer uma ofensiva com reflexos eleitorais no Brasil.

Lula cometeu uma gafe diplomática ao declarar publicamente apoio a democrata Kamala Harris faltando apenas cinco dias para a eleição presidencial americana. “Este gesto não mudou em nada o resultado da eleição e azedou uma relação que nem havia começado ainda”, afirma Venceslau.

Apesar disso, houve uma aproximação posterior entre Lula e Trump, com expectativa de um encontro nos Estados Unidos que serviria para o presidente brasileiro demonstrar amplitude diplomática. O encontro, inicialmente previsto para março, foi adiado devido à guerra no Oriente Médio e ainda não tem nova data definida.

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Fonte : CNN

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