A China entrou em 2026 com as exportações bem acima das expectativas, impulsionadas pela demanda de produtos eletrônicos, colocando a economia a caminho de superar o superávit comercial recorde de US$ 1,2 trilhão do ano passado – exceto por um choque de energia e transporte decorrente da guerra no Irã.
As remessas da segunda maior economia do mundo cresceram 21,8% em dólares no período de janeiro a fevereiro, muito acima do aumento de 6,6% registrado em dezembro e superando a previsão em pesquisa da Reuters de alta de 7,1%.
“A força das exportações de circuitos integrados e tecnologia é bem esperada, em linha com o boom de investimentos em inteligência artificial”, disse Xu Tianchen, economista sênior da Economist Intelligence Unit.
“O crescimento das exportações de roupas, têxteis e bolsas foi surpreendente, dado seu desempenho fraco em 2025 em meio aos desafios do Sudeste Asiático e do Sul da Ásia”, acrescentou.
O ímpeto das exportações da China pode acelerar ainda mais no curto prazo, disse Xu, com os dados de março provavelmente mostrando que as fábricas estão apressando os embarques para os Estados Unidos para explorar a suspensão das tarifas pela Suprema Corte e as empresas chinesas voltando a atuar em setores de baixo valor agregado, como o de têxteis.
Economistas dizem que ainda é muito cedo para saber se os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã – e o fechamento do Estreito de Ormuz, um ponto de estrangulamento para um quinto do petróleo global – prejudicarão os fabricantes nos próximos meses.
A China estocou as principais commodities necessárias para seus fabricantes, incluindo minério de ferro e petróleo bruto, nos dois primeiros meses do ano.
O superávit comercial da China nos dois primeiros meses do ano foi de US$ 213,6 bilhões, segundo os dados, superando em muito os US$ 169,21 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. Economistas previam uma leitura de US$ 179,6 bilhões na pesquisa.
As importações da China aumentaram 19,8% em janeiro-fevereiro, bem acima do ganho de 5,7% em dezembro.
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Fonte : CNN