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As últimas notícias sobre a escalada militar no Oriente Médio, nesta terça-feira (10), trazem as forças de Israel lançando uma “onda em larga escala” de ataques aéreos contra infraestruturas do regime no Irã, atingindo a capital Teerã, a cidade central de Esfahan e regiões ao sul do país.

Simultaneamente, o exército israelense emitiu ordens de evacuação em massa no sul do Líbano e bombardeou instituições financeiras ligadas ao Hezbollah em Beirute, enquanto o grupo militante respondeu com disparos de foguetes contra o norte de Israel.

Ações militares e sucessão no Irã

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou durante visita ao Centro Nacional de Comando de Saúde que as operações estão “quebrando os ossos” das estruturas iranianas e que novos ataques estão previstos.

Segundo Netanyahu, o objetivo estratégico é permitir que o povo iraniano se liberte do atual sistema de governo.

No campo político, o Irã consolidou a sucessão de sua liderança. Milhares de pessoas participaram de manifestações em Teerã e Isfahan para jurar lealdade ao novo Líder Supremo, Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, classificou a nomeação como uma demonstração da “vontade do povo” e elogiou a “liderança sensata” de Mojtaba.

Baixas norte-americanas e diplomacia travada

O Pentágono identificou a sétima baixa fatal entre os militares dos Estados Unidos no conflito: o sargento Benjamin Pennington, de 26 anos, que morreu em decorrência de ferimentos sofridos em uma base na Arábia Saudita.

Atualmente, outros nove soldados americanos permanecem em estado grave.

No plano diplomático, o presidente Donald Trump conversou por telefone com Vladimir Putin sobre o conflito, e embora o Kremlin tenha indicado que propôs soluções para uma resolução rápida, Trump mantém a postura de que a guerra só terminará com a “rendição incondicional” do Irã.

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou ser improvável a retomada de qualquer negociação com Washington neste momento, descrevendo os ataques como uma “ameaça existencial”.

Impactos econômicos e segurança regional

A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) elevou o tom das ameaças, declarando que não permitirá a exportação de “um litro de petróleo” pelo Estreito de Ormuz caso as ofensivas continuem.

Em resposta, Trump alertou que qualquer bloqueio resultará em uma retaliação “vinte vezes mais forte”.

A volatilidade já afeta o mercado global, com o barril do petróleo oscilando próximo aos US$ 100 e o preço da gasolina subindo cerca de 17% desde o início das hostilidades.

Em outras frentes, a Alemanha retirou temporariamente funcionários de sua embaixada no Iraque por riscos de segurança.

No Catar, as autoridades prenderam 313 pessoas por suposto uso indevido de redes sociais para disseminar rumores sobre o conflito.

Analistas alertam que o prolongamento da guerra pode transformar a região em uma zona de “terra arrasada”, com efeitos permanentes nas cadeias de suprimentos de grãos e energia.

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Fonte : CNN

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