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Os países do G7 ainda não decidiram se irão liberar reservas de emergência de petróleo, visto que os preços dispararam acima de US$ 119 o barril devido à guerra com o Irã, afirmou o ministro das Finanças da França nesta segunda-feira (9), acrescentando que os governos não preveem escassez imediata de oferta.

“Ainda não chegamos a esse ponto”, declarou Roland Lescure a jornalistas em Bruxelas após uma reunião online dos ministros das Finanças do G7.

“O que concordamos é em usar todas as ferramentas necessárias, se preciso for, para estabilizar o mercado, incluindo a possível liberação de estoques necessários”, destacou.

Os preços do petróleo subiram para mais de US$ 119 o barril nesta segunda-feira (9), atingindo níveis não vistos desde meados de 2022, com alguns dos principais produtores reduzindo a oferta por temerem interrupções prolongadas no transporte marítimo devido à guerra entre Estados Unidos e Israel com o Irã.

Lescure afirmou que atualmente não há problemas de abastecimento na Europa ou nos Estados Unidos.

As economias ocidentais coordenam os estoques estratégicos de petróleo por meio da Agência Internacional de Energia (AIE), com sede em Paris, criada após a crise do petróleo da década de 1970 e que também fornece pesquisas e dados aos membros.

O diretor da AIE, Fatih Birol, pressionou pela liberação das reservas, compartilhou a ministra das Finanças japonesa, Satsuki Katayama, cujo país possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo.

Os países membros da AIE são importadores líquidos de petróleo e são obrigados a manter em estoque o equivalente a pelo menos 90 dias de importações.

Em 2022, a AIE coordenou a maior liberação coletiva da sua história, envolvendo pouco mais de 180 milhões de barris de petróleo em resposta à turbulência no mercado que se seguiu à invasão da Ucrânia pela Rússia.

Os membros da AIE detêm mais de 1,2 bilhão de barris em reservas públicas de emergência de petróleo, além de outros 600 milhões de barris em estoques da indústria, mantidos sob obrigação governamental.

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que os ministros da Energia discutirão a situação na terça-feira (10), à margem de uma cúpula nuclear em Paris.

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Fonte : CNN

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