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As ações das empresas petrolíferas têm forte valorização no pregão desta segunda-feira (9) em movimento endossado pelos preços do petróleo no exterior. Os papéis estão impulsionando o principal índice da bolsa paulista, que passou a operar no positivo no início da tarde.

O preço do barril da commodity abriu a semana na casa de US$ 100 influenciado pela guerra no Oriente Médio entre EUA e Israel contra o Irã.

Por volta das 12h30, as ações preferencias e ordinárias da Petrobras subiam 4,32% e 4,39%, respectivamente.

A PetroRio é o destaque, liderando as altas do Ibovespa, com valorização de 5,91%, enquanto Brava Energia avançava 1,77% e Petroreconcavo subia 1,79.

Petróleo em disparada

No último pregão da semana passada, o barril do Brent – referência internacional negociado na ICE (International Commodities Exchange) – fechou o dia em alta de 8,52%, estendendo os ganhos vistos ao longo dos últimos dias, e terminando a sexta-feira (6) cotado a US$ 92,69.

No acumulado da semana passada, o preço de mercado da commodity aumentou em 27,2%, uma média de 5,44% ao dia.

O WTI avançou ainda mais, com uma valorização semanal de 35% – ou 7% por dia -, o que elevou o preço do barril para US$ 90,90.

Já nesta segunda-feira (9), tanto o Brent quanto o WTI estendem ganhos e afetam as principais bolsas internacionais – o barril da commodity é negociado próximo de US$ 100.

De acordo com o responsável pela área de renda variável da Criteria, Thiago Pedroso, a semana começa com os mercados globais reagindo à disparada no petróleo e às incertezas geopolíticas envolvendo o Irã.

De pano de fundo para a alta do petróleo está a nomeação de Mojtaba Khamenei como sucessor de seu pai, Ali Khamenei, como líder supremo do Irã, em um sinal de que a linha dura continua firmemente no comando da República Islâmica.

Produtores relevantes também começaram a cortar a produção, entre eles a Saudi Aramco e a Kuweit Petroleum Corporation, enquanto o Estreito de Ormuz, por onde normalmente passa cerca de um quinto do petróleo do mundo, segue praticamente fechado.

“O choque do petróleo muda completamente o pano de fundo da semana”, avaliou Pedroso, da Criteria, acrescentando que o salto nos preços da commodity volta a colocar inflação no centro da mesa.

“Se o Brent realmente romper a região de US$ 100 de forma consistente, o debate sobre política monetária global tende a ficar muito mais complicado nas próximas semanas.”

*Com informações da Reuters

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Fonte : CNN

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