O Miami Dolphins anunciou a saída do quarterback Tua Tagovailoa após seis temporadas. A equipe confirmou nesta segunda-feira (9) que vai liberar o jogador quando começar o novo ano da liga da NFL, na quarta-feira.
Rumores sobre a saída surgiram pela manhã, e o time publicou nas redes sociais um vídeo de cerca de um minuto com lances do atleta, acompanhado da mensagem: “Obrigado pelas memórias, Tua”.
Em comunicado oficial, o gerente-geral Jon‑Eric Sullivan afirmou que a franquia decidiu seguir um novo caminho na posição de quarterback.
“Informei recentemente a Tua e a seus representantes que vamos seguir em uma nova direção na posição de quarterback e que iremos liberá-lo após o início do novo ano da liga. Tenho grande respeito pela pessoa e pelo jogador que ele é. Em nome do Miami Dolphins, agradecemos por suas muitas contribuições dentro de campo e na comunidade durante seis temporadas em Miami”, disse.
A dispensa terá designação pós-1º de junho, usada principalmente por motivos contábeis. Mesmo assim, a decisão terá alto custo para o time: os Dolphins terão que arcar com US$ 99,2 milhões (R4 520 milhões) em “dead money”, valor recorde na NFL, que poderá ser dividido em duas temporadas.
Agora, a nova gestão do clube — liderada por Sullivan e pelo técnico Jeff Hafley — terá que buscar uma solução para a posição.
Escolha alta no Draft
Tagovailoa foi selecionado pelos Dolphins com a quinta escolha geral do NFL Draft 2020, com a expectativa de se tornar o quarterback da franquia a longo prazo. Ele foi o segundo jogador da posição escolhido naquele ano: Joe Burrow saiu como primeira escolha pelo Cincinnati Bengals, enquanto Justin Herbert foi selecionado na sequência pelo Los Angeles Chargers.
Em 2023, Tagovailoa foi convocado para o Pro Bowl após liderar Miami a uma campanha de 11 vitórias e seis derrotas, além de registrar 4.624 jardas aéreas — a melhor marca da liga naquele ano.
Esse, no entanto, foi o único ano da carreira em que disputou todos os jogos da temporada. O quarterback enfrentou diversos problemas físicos ao longo dos anos, incluindo múltiplas concussões e outras lesões, como no quadril.
Apesar disso, em julho de 2024 o time renovou com o atleta por quatro anos em um contrato de US$ 212,4 milhões, válido até a temporada de 2028.
Perda de espaço
Na última temporada, Tagovailoa perdeu espaço na equipe. O então técnico Mike McDaniel chegou a deixá-lo no banco nas três partidas finais, optando pelo calouro Quinn Ewers.
Nos primeiros 14 jogos da temporada, o quarterback liderou os Dolphins a um recorde de 6 vitórias e 8 derrotas. Ele também registrou 20 passes para touchdown e 15 interceptações — o maior número de sua carreira.
Futuro incerto em Miami
Com a saída de Tagovailoa, o futuro da posição em Miami segue indefinido. Atualmente, apenas dois quarterbacks estão sob contrato para 2026: Ewers, escolhido na sétima rodada do Draft, e Cam Miller, ex-North Dakota State Bison, selecionado originalmente pelo Las Vegas Raiders e contratado pelos Dolphins em janeiro após passagem pelo time de treinos.
Outro nome ligado à equipe era Zach Wilson, segunda escolha geral do NFL Draft 2021, mas ele se tornou agente livre após contrato de um ano.
Os Dolphins terão la 11ª escolha geral no Draft do próximo mês e também podem buscar um quarterback experiente no mercado. Entre os veteranos que devem ficar disponíveis estão Kirk Cousins, Kyler Murray e Geno Smith.
“À medida que seguimos em frente, estaremos focados em aumentar a competitividade no elenco e estabelecer uma base sólida para construir um time vencedor de forma sustentável”, afirmou Sullivan.
A passagem de Tagovailoa por Miami termina com 18.166 jardas aéreas, 120 touchdowns, 59 interceptações e 68% de aproveitamento nos passes em 78 jogos (76 como titular). Como titular, ele acumulou campanha de 44 vitórias e 32 derrotas.
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Fonte : CNN