O espanhol Fernando Alonso colocou em dúvida se a Aston Martin conseguirá completar a corrida do próximo fim de semana no Grande Prêmio da China, após uma estreia de temporada problemática para a equipe motorizada pela Honda no GP da Áustralia, disputado no domingo (8).
Alonso e seu companheiro de equipe, o canadense Lance Stroll, abandonaram a corrida em Melbourne depois que problemas na unidade de potência limitaram a quantidade de voltas que os pilotos puderam completar e provocaram fortes vibrações nos carros.
O chefe da equipe, Adrian Newey, afirmou na última quinta-feira que os pilotos corriam risco de sofrer danos nos nervos devido às vibrações transmitidas pelo volante caso tentassem completar mais de 25 voltas consecutivas.
Newey também revelou que a Honda levou quatro baterias para Melbourne, mas duas já haviam falhado, restando apenas as instaladas nos carros.
Nova era de motor e chassi
A Fórmula 1 iniciou nesta temporada uma nova era de motores e chassis, e a Aston Martin começou uma parceria exclusiva com a Honda.
Durante a corrida de domingo, tanto Alonso — bicampeão mundial — quanto Stroll retornaram aos boxes da equipe antes de voltarem à pista e, posteriormente, abandonarem definitivamente a prova.
“Hoje foi principalmente uma oportunidade para aprender mais sobre o AMR26. Ambos os carros largaram e, quando ficou claro que não poderíamos disputar pontos, optamos por ir aos boxes e verificar os carros”, explicou Newey.
“A equipe então pediu que Fernando retirasse o carro da corrida para preservar componentes.”
Alonso reconheceu que todos estão trabalhando intensamente para melhorar a situação e afirmou que o desempenho já é melhor do que o apresentado nos testes de pré-temporada no Grande Prêmio do Bahrain.
Questionado se a Aston Martin poderá completar uma corrida inteira na China, o piloto de 41 anos mostrou menos otimismo.
“Acho que isso seria otimista, mas podemos ao menos tentar”, disse Alonso à Sky Sports.
“Obviamente ainda estamos com poucas peças para a China, é já na próxima semana. Mas para Bahrein aparentemente chegarão mais baterias e mais estoque, então na China podemos assumir mais riscos no domingo.”
O GP do Japão, disputado em Suzuka Circuit, acontece depois da etapa chinesa e é a corrida em casa da Honda — algo que Alonso pode ter considerado em sua avaliação.
As corridas seguintes, no Bahrein — quarta etapa do campeonato — e na Arábia Saudita, correm risco de cancelamento devido ao conflito no Oriente Médio após ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, e a resposta iraniana com drones e mísseis.
O representante da Honda, Shintaro Orihara, afirmou que Melbourne representou “mais um passo na direção certa”.
“Este evento foi extremamente importante para verificarmos a confiabilidade das baterias”, disse.
“Podemos ver em nossos dados que as vibrações nas baterias continuaram diminuindo, e agora estamos confiantes de que estamos no caminho para completar a distância total de uma corrida. Na próxima semana, na China, estamos confiantes de que poderemos aumentar a quilometragem da bateria. Vamos focar em completar voltas e coletar dados para melhorar nosso desempenho e otimizar a gestão de energia”, finalizou.
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Fonte : CNN