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O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou nesta segunda-feira (9) que as decisões estratégicas sobre o país devem ser tomadas exclusivamente por sua liderança.

A declaração ocorreu durante um evento comunitário em Londres, após uma conversa por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O posicionamento surge em um momento de divergência diplomática sobre o nível de envolvimento britânico no atual conflito no Oriente Médio.

Tensões diplomáticas com os EUA

A manifestação de Starmer é uma resposta direta a críticas recentes feitas por Trump.

Desde que os Estados Unidos e Israel iniciaram ofensivas contra o Irã no final de fevereiro, o presidente americano tem questionado publicamente a ausência do Reino Unido nas operações militares.

Em entrevista recente, Trump afirmou que Starmer “não tem sido útil” e sugeriu que a relação entre as duas nações “não é mais como era antes”.

Durante o contato telefônico, os líderes discutiram a situação no Irã e as ações conjuntas na região.

No entanto, Starmer reforçou que decidir o que é melhor para a Grã-Bretanha é um “princípio fundamental” do cargo de primeiro-ministro.

Apesar do atrito, o líder britânico ressaltou que o diálogo entre Londres e Washington continua ocorrendo em todos os níveis diariamente.

Impacto global e cenário regional

A postura de autonomia do Reino Unido ocorre enquanto o conflito gera consequências econômicas globais, com a disparada dos preços do petróleo e a queda das bolsas de valores na Europa e nos EUA.

A guerra, que já resultou em ataques contra infraestruturas no Irã e no Líbano, também é marcada pela ascensão de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo iraniano.

Enquanto os EUA e Israel mantêm a pressão militar, o governo iraniano descartou negociações diplomáticas enquanto as agressões persistirem.

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Fonte : CNN

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