O Supremo Tribunal Federal (STF) emitiu, nesta sexta-feira (21), um mandado de prisão contra o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ). A decisão surge após a Polícia Federal levantar preocupações sobre um possível risco de fuga do parlamentar, que foi condenado por seu envolvimento na tentativa de golpe de Estado ocorrida em 2022. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, assinou a ordem de prisão. Caso Ramagem não seja encontrado no território nacional, ele será considerado oficialmente um foragido da justiça.
O pedido de prisão preventiva foi originalmente apresentado na quinta-feira (20) pela bancada do PSOL. O partido também solicitou a detenção de outras figuras proeminentes condenadas no mesmo processo, incluindo o ex-comandante da Marinha, Almir Garnier; o ex-ministro do GSI, Augusto Heleno; o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres; e o ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira. Curiosamente, o documento não incluiu o nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que atualmente cumpre prisão domiciliar.
A decisão do STF ganhou força após relatos indicarem que Ramagem poderia estar em Miami, nos Estados Unidos. Essa informação contrasta diretamente com a determinação judicial que o impedia de deixar o Brasil e exigia a entrega de seu passaporte. De acordo com o PSOL, as evidências sugerem que o deputado pode ter saído do país de forma clandestina, o que fortalece o argumento de que há um risco real de que ele não cumpra sua pena.
Em setembro, a Primeira Turma do STF já havia condenado Ramagem a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão pelos crimes de organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e tentativa de golpe.
As suspeitas sobre a possível presença de Ramagem no exterior se intensificaram na terça-feira (18). Na ocasião, o deputado participou remotamente da votação do texto-base do PL Antifacção e solicitou à Câmara dos Deputados um celular com roaming internacional. No entanto, as regras internas da Câmara proíbem o exercício do mandato a partir de outro país, o que levou a um aumento das investigações sobre a conduta do parlamentar.
Fonte: paraiba.com.br