As Forças de Defesa de Israel anunciaram o início de uma “onda de ataques em larga escala” contra o que classificam como infraestrutura do regime iraniano nas primeiras horas desta segunda-feira.
As operações militares atingem a capital, Teerã, a cidade de Esfahan, na região central, e áreas ao sul do país.
Simultaneamente, as forças israelenses confirmaram bombardeios contra instalações financeiras do grupo Hezbollah em Beirute, no Líbano.
Resposta de Teerã e transição de poder
O Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou que não possui interesse em negociações enquanto estiver sob ataque.
Segundo o porta-voz Esmaeil Baghaei, a atual agressão militar inviabiliza o diálogo, restando ao país focar em uma “resposta decisiva”.
Especialistas avaliam que a nomeação de Mojtaba Khamenei como novo Líder Supremo é um ato de desafio que sinaliza a intenção do regime de não recuar perante Israel e os Estados Unidos.
Aliança com a Rússia e suporte de inteligência
O enfrentamento ocorre em um cenário de estreita colaboração militar entre Teerã e Moscou.
A Rússia tem fornecido ao Irã informações de inteligência estratégica sobre a localização e movimentação de tropas, navios e aeronaves dos Estados Unidos.
Em contrapartida, o governo iraniano auxiliou os russos no desenvolvimento de um programa de drones, produzindo milhares de variantes do modelo Shahed para uso em conflitos internacionais.
Investigação de baixas civis e controle interno
A escalada de violência sucede um incidente em 28 de fevereiro, quando um ataque a uma escola iraniana resultou na morte de 168 crianças.
Embora o presidente Donald Trump tenha atribuído a autoria ao Irã, senadores democratas americanos manifestaram horror diante de análises que sugerem a responsabilidade militar dos EUA no bombardeio, exigindo explicações do Pentágono.
Internamente, o governo iraniano endureceu medidas de segurança, ameaçando o confisco de bens e a pena de morte para cidadãos que vivem no exterior e colaborem com “governos hostis”.
Paralelamente, no Catar, autoridades prenderam 313 pessoas por publicações em redes sociais relacionadas à situação atual, sob a justificativa de conter a disseminação de rumores e informações não oficiais.
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Fonte : CNN