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A música brasileira perdeu, na madrugada deste domingo (7), um de seus maiores expoentes da percussão corporal e da pesquisa de ritmos populares.

Marcelo Pretto, integrante do grupo Barbatuques, faleceu aos 58 anos no Hospital Alvorada, em São Paulo. O músico, que enfrentava um quadro de diabetes avançada, não resistiu às complicações da doença.

Corpo humano como instrumento

Conhecido entre os amigos e parceiros de palco pelo apelido de Mitsu, Pretto era figura central na construção da identidade sonora do Barbatuques, grupo paulistano criado em 1995 que elevou o corpo humano ao status de instrumento musical completo.

Pretto chegou ao coletivo em 1999 e tornou-se uma das figuras centrais da música percussiva no Brasil. Ele também integrou o grupo A Barca por mais de 15 anos, dedicando-se à pesquisa e preservação da música brasileira tradicional. 

Com um currículo extenso, o músico já emprestou seu talento a mais de 50 álbuns de diferentes artistas, acumulando participações em palcos nacionais e internacionais. 

Voz que ecoa

Apaixonado pela riqueza e vasta dimensão da cancioneiro popular, Pretto tinha como marca registrada versatilidade vocal e presença de espírito no palco. “Marcelo deixa um legado artístico imenso, que vai muito além de sua participação no Barbatuques. Pesquisador da música e das manifestações culturais populares da música brasileira, Mitsu foi uma fonte de inspiração para nós.

Sua voz única e presença marcante seguirão ecoando na música e, principalmente, em nossos corações”, expressa nota divulgada pelo grupo na manhã deste domingo.

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Fonte : CNN

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