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Em meio ao conflito no Oriente Médio, a população do Irã enfrenta um severo bloqueio de internet que praticamente isolou os 90 milhões de habitantes do país do restante do mundo. O blackout, imposto pelo regime iraniano há mais de uma semana, reduziu a conectividade do país para apenas 1%, conforme mostram dados de monitoramento.

De acordo com informações obtidas pela CNN, no dia seguinte aos primeiros ataques entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, a internet ainda operava com 97% de normalidade. No entanto, a partir de 28 de fevereiro, a conectividade caiu drasticamente para cerca de 1% e permanece nesse patamar desde então.

Os relatos que chegam do país indicam que alguns iranianos conseguem se conectar brevemente pelo celular, mas a conexão dura apenas alguns minutos, tornando extremamente difícil o acesso a informações sobre o conflito, alertas de bombardeios e outras comunicações críticas. Esta situação tem forçado os cidadãos a retornarem à comunicação boca a boca, com pessoas informando umas às outras sobre os acontecimentos.

Impacto na segurança da população

Críticos do regime iraniano apontam que o bloqueio pode estar contribuindo para o alto número de mortes civis no país, que já ultrapassa mil vítimas desde o início do conflito. Segundo relatos de iranianos que conseguiram se comunicar com equipes da CNN, muitas dessas mortes poderiam ter sido evitadas se a população tivesse acesso a informações sobre onde os bombardeios estão ocorrendo.

A falta de acesso a fontes de informação diversificadas também gera um problema adicional: a desconfiança nas notícias veiculadas pelos canais estatais. Iranianos relatam que, nos breves momentos em que conseguem acessar sites internacionais como a BBC, percebem grandes discrepâncias entre o que é noticiado internacionalmente e o que é transmitido pela televisão estatal, gerando dúvidas sobre em quais informações confiar.

Vale destacar que esta não é a primeira vez que o Irã impõe um blackout nas comunicações. No início do ano, durante uma onda de protestos, também houve bloqueio semelhante. A diferença agora é que o país está em guerra, tornando o acesso à informação ainda mais crucial para a segurança da população.

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Fonte : CNN

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