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A AliançaBiodiesel, iniciativa conjunta entre a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) e a Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (APROBIO), expressa boas perspectivas para testes realizados com a mistura B20. O avanço amplia a participação do biodiesel em 20% do diesel comercializado no país.

O aumento foi debatido em reunião convocada pelo Ministério de Minas e Energia (MME), na última quinta-feira (5). Na ocasião, representantes do setor discutiram os resultados preliminares dos testes e as possibilidades de evolução da mistura no Brasil.

Para a AliançaBiodiesel, os testes com B20 representam um passo relevante para consolidar o papel dos biocombustíveis na matriz energética nacional e acelerar a descarbonização do transporte.

A AliançaBiodiesel pretende intensificar a interlocução com órgãos do governo federal, entidades do setor produtivo e demais instituições envolvidas para estruturar a continuidade dos testes e avaliar caminhos para a eventual implementação do aumento da mistura.

O presidente da APROBIO, Jerônimo Goergen, destacou que a previsibilidade regulatória é um elemento central para o desenvolvimento do setor. “A infraestrutura que o país já possui é capaz de suportar esse aumento de mistura, o que abre uma oportunidade muito importante para fortalecer a segurança energética e ampliar o uso de um combustível renovável produzido no próprio Brasil”, afirmou.

Já o presidente-executivo da ABIOVE, André Nassar, ressaltou que a evolução da mistura é estratégica para a agenda climática e energética do país. “Os testes com B20 mostram que o Brasil pode dar um salto importante na descarbonização do transporte. Um avanço nessa direção representaria o maior aumento de mistura já realizado no país e um marco muito relevante na trajetória de redução de emissões”, destacou.

Capaz de contribuir imediatamente para uma economia de baixo carbono, o biodiesel é uma solução já disponível e produzida no Brasil.

Tensões sobre preços

A discussão surge em meio a tensões sobre a alta dos preços dos combustíveis devido a interceptação do comércio de petróleo no estreito de Ormuz, que sofre impactos com efeito da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.

Após relatos de alta no diesel, o agronegócio já busca alternativas contra a elevação dos custos de produção. Nesta sexta-feira (6), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) pediu, em ofício enviado ao MME, o aumento da mistura para 17%.

“Após o início dos conflitos, o preço do petróleo bruto Brent chegou a US$ 84 e acumulou alta de até 20% em relação ao final de fevereiro. […] No novo quadro da geopolítica mundial, o avanço imediato para 17% (B17) surge como medida razoável para a realidade nacional”, diz o texto assinado pelo presidente da entidade, João Martins da Silva Júnior, ao qual a CNN teve acesso.

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Fonte : CNN

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