wp-header-logo.png

A defesa de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, informou nesta quinta-feira (5) que o estado de saúde do alvo da PF (Polícia Federal) é grave.

Ele está internado no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, após ter atentado contra a própria vida enquanto estava sob custódia da PF.

“O quadro permanece grave, monitoramento permanente no CTI, mas não houve nenhuma evolução. Ele não melhorou, mas também não piorou, ele está equilibrado”, disse o advogado Robson Lucas da Silva.

 

O advogado relatou que esteve com Sicário por volta das 14h de ontem e que ele não apresentava sinais de que poderia cometer “esse atentado contra a vida dele”.

De acordo com a PF, após o incidente, os agentes prestaram os primeiros socorros, utilizando adrenalina e desfibrilador para reanimá-lo. Em seguida, ele foi levado ao hospital. O diretor-geral da PF,  Andrei Rodrigues, abriu inquérito para analisar as imagens registradas no local onde Sicário estava detido.

Na noite de quarta-feira, a corporação havia informado que Mourão estava morto, mas depois se retratou, afirmando que não confirmava o atestado de óbito. Fontes ouvidas pela CNN Brasil apontaram que o próximo protocolo seria de morte encefálica, o que no Brasil é considerado legalmente óbito.

Para o advogado, houve um “desencontro infeliz de informações” e, no momento, não há indicativo de abertura de protocolo de morte encefálica nem de quadro irreversível.

A CNN Brasil procurou o hospital, que por sua vez orientou a reportagem a acionar a Fhemig (Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais), responsável pela gestão do pronto-socorro para onde Sicário foi levado. Contatada, a Fhemig informou que “não divulga o status de pacientes em função da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados)”.

Mais cedo, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS, afirmou à CNN Brasil que o caso parecia “queima de arquivo”. Questionado sobre essa hipótese, o advogado negou veementemente.

“Eu não acredito em hipótese alguma nessa possibilidade que se aventa aí na imprensa de queima de arquivo. Acho que pode ter havido demora na percepção dos fatos, mas ele estava custodiado e tomou essa iniciativa. Precisamos aguardar as apurações que se iniciam agora com o inquérito conduzido pelo doutor Hudson”, disse o advogado.

Importante

Se você ou alguém que você conheça estiver enfrentando momentos difíceis, pensamentos suicidas ou depressão, procure ajuda profissional. O CVV (Centro de Valorização da Vida) oferece apoio emocional gratuito e sigiloso 24 horas por dia pelo telefone 188 ou pelo site cvv.org.br. Não hesite em buscar esse suporte.

source
Fonte : CNN

Destaques Informa+

Relacionadas

Menu