A Receita Federal anunciará no próximo dia 16 as novas regras para a declaração do Imposto de Renda de 2026, mas estar preparado e com documentos organizados já pode facilitar bastante o processo.
Se esta é a sua primeira vez, saiba que declarar o IR não precisa ser complicado, mas ter atenção aos detalhes é essencial para evitar uma série de problemas, que vão de multas com direito a juros à dificuldade de emitir passaporte e CPF irregular — a famosa malha fina.
No ano passado, o valor cobrado para quem deixasse de prestar contas ao Fisco chegava a R$ 165,74 + até 20% do imposto devido.
Organização como peça-chave
O primeiro passo para uma prestação de contas clara e descomplicada é entender se você está na lista de pessoas que precisam declarar. Este ano já considera a isenção para rendas de até R$ 5 mil.
No ano passado, por exemplo, o limite de renda anual para a obrigatoriedade de fazer a declaração foi fixado em R$ 33.888, ou R$ 2.824 por mês. Para quem recebe menos deste valor, tanto a declaração quanto o pagamento de impostos não são obrigatórios. Além desses, são isentos de declarar aqueles que:
- Obtiveram rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte (como FGTS e indenizações) acima de R$ 200 mil;
- Tiveram receita bruta com atividade rural superior a R$ 169.440;
- Pretendem compensar prejuízos de atividade rural;
- Obtiveram ganho de capital na venda de bens ou direitos;
- Realizaram operações em bolsas de valores, mercadorias ou futuros com soma superior a R$ 40 mil;
- Fizeram operações de day trade com ganho líquido;
- Tiveram vendas de ações com apuração de lucro e volume mensal acima de R$ 20 mil;
- Possuíam bens ou direitos acima de R$ 800 mil em 31 de dezembro;
- Passaram à condição de residente no Brasil durante o ano;
- Declararam bens no exterior ou participação em entidades controladas fora do país;
- Foram titulares de trust no exterior;
- Optaram por isenção de ganho de capital na venda de imóvel residencial com reinvestimento no prazo de 180 dias;
- Atualizaram bens no exterior a valor de mercado;
- Receberam rendimentos financeiros ou dividendos de entidades no exterior.
Contudo, o valor para a declaração de 2026 ainda não foi oficializado pela Receita, o que deve acontecer no dia 16 de março durante a coletiva. Apesar disso, já estar preparado deixará o processo mais rápido e simples.
Em segundo plano, mas de extrema importância, está a organização dos documentos exigidos pelo Fisco. O declarante deverá informar à Receita seus dados de:
- Informes de rendimentos (bancos, corretoras, empresa empregadora);
- Comprovantes de despesas dedutíveis (educação, saúde, previdência);
- Recibos de aluguel, pensão alimentícia e doações;
- Documentos de compra ou venda de bens (imóveis, veículos, ações);
- CPF dos dependentes (obrigatório para qualquer idade);
- Comprovantes com despesas para fins de benfeitorias em imóveis, como reformas.
O ideal seria reunir todos esses documentos ao longo do ano para que nada se perca e evitar dor de cabeça, mas ainda há tempo para quem já começar a compilar esses dados. Após organizar os documentos, declarar fica muito mais simples.
Como declarar Imposto de Renda pela primeira vez
Por fim, basta prestar as contas ao FIsco. O processo ficou muito mais simples nos últimos anos, com a implementação de aplicativos e sites que permitem declarar em poucos minutos.
No site da Receita Federal é possível baixar o app para Windows, Linux ou Mac “Programa Imposto de Renda“, enquanto o portal e-CAC disponibiliza uma aba para declaração pelo nome “Meu Imposto de Renda“.
Ambos caminhos levam ao login em sua conta Gov.br. Após acessar a página principal, basta escolher entre a declaração pré-preenchida, nova, simplificada ou completa. Preencha todos os dados abaixo:
- Titular;
- Rendimentos;
- Pagamentos ou Doações;
- Patrimônio.
E verifique com atenção todas as informações preenchidas. Depois, escolha o tipo de desconto (legal ou simplificado), informe conta bancária ou PIX caso receba restituição e observe se algum campo ficou em branco. Falta de informações não impede o envio, mas pode influenciar na análise da Receita.
Após averiguar com atenção todos os detalhes, basta clicar em “enviar declaração” e pronto, você contribuiu com o Fisco.
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Fonte : CNN