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Bombardeiros do Irã estiveram a poucos minutos de atingir a maior base militar que abriga tropas americanas no Oriente Médio, antes de serem abatidos por aviões do Catar em sua primeira missão de combate aéreo, disseram à CNN duas fontes a par da operação.

Na manhã de segunda-feira (2), a Guarda Revolucionária do Irã enviou dois bombardeiros táticos Su-24 da era soviética em direção à Base Aérea de Al-Udeid, que normalmente abriga 10 mil militares americanos, e a Ras Laffan, uma importante instalação de processamento de gás natural e pilar da economia do Catar.

Os jatos iranianos estavam a “dois minutos” de seus alvos, afirmou uma das fontes.

Uma segunda fonte relatou à CNN que os aviões foram identificados visualmente e fotografados “carregando bombas e munições guiadas”.

Os catarianos emitiram um alerta por rádio, mas não receberam resposta dos jatos, que haviam reduzido a altitude de voo para 24 metros para evitar a detecção por radar, falou a segunda fonte.

Devido a “restrições de tempo” e “com base nas evidências disponíveis”, as aeronaves foram “classificadas como hostis”, acrescentou a segunda fonte.

O Catar então enviou seus aviões de guerra, e um caça F-15 catariano enfrentou os jatos iranianos em “combate aéreo” antes de abatê-los, acrescentou a segunda fonte.

Os aviões iranianos caíram em águas territoriais do Catar.

As buscas pelas tripulações estão em andamento, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed al-Ansari, em uma coletiva de imprensa na terça-feira (3).

Irã lança ataque contra vários países árabes

O Irã lançou centenas de mísseis e drones contra países árabes ao longo do Golfo Pérsico em retaliação aos ataques aéreos dos EUA e de Israel.

O líder supremo iraniano, Ali Khamenei, foi morto na primeira onda de ataques no sábado (28), quando bombardeios devastaram seu complexo em Teerã.

Mas a ousada operação iraniana sobre o Catar marcou a primeira vez que o país usou aeronaves tripuladas para atacar um país vizinho desde a morte de Khamenei — e a primeira vez que a força aérea do Catar se envolveu em combate aéreo.

O general americano Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, reconheceu o caso em uma coletiva de imprensa na quarta-feira (4), sem especificar o alvo dos bombardeiros iranianos.

“Caças catarianos abateram, pela primeira vez, dois bombardeiros iranianos em rota para sua localização”, afirmou ele em uma coletiva de imprensa no Pentágono.

Em uma conversa telefônica com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, na quarta-feira (4), o primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, descreveu o ocorrido como “escalador” e que indica “nenhum desejo genuíno” do Irã de reduzir a tensão ou encontrar uma solução.

“Pelo contrário, busca infligir danos aos seus vizinhos e arrastá-los para uma guerra que não lhes pertence”, disse Al Thani, segundo um comunicado da conversa.

O que aconteceu no Catar foi incomum. Normalmente, a retaliação do Irã se dá por meio de mísseis ou drones.

O regime iraniano disparou mais de 400 mísseis balísticos e mais de mil drones contra países árabes ao longo do Golfo desde o ataque israelense-americano, segundo governos da região.

Ao atacar centros urbanos, infraestrutura energética, aeroportos e hotéis nos países árabes do Golfo, o Irã abalou populações há muito acostumadas à segurança.

Embora a maioria dos mísseis e drones iranianos tenha sido interceptada, seis militares americanos morreram quando um projétil iraniano ultrapassou as defesas aéreas e atingiu um centro de operações improvisado no porto de Shuaiba, no Kuwait, no domingo (1°).

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Fonte : CNN

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