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O tetracampeão mundial Max Verstappen não esconde seu descontentamento com a nova era técnica da Fórmula 1, mas reconhece que as mudanças vieram para ficar. Às vésperas do Grande Prêmio da Austrália, que abre a temporada neste domingo, o piloto da Red Bull reforçou suas ressalvas sobre o regulamento que privilegia a eletrificação dos motores.

Durante a pré-temporada, Verstappen foi incisivo ao criticar o aumento da dependência de táticas de recuperação e uso de energia, chegando a classificar a categoria como uma “Fórmula E com esteroides” e rotulando o novo formato como “anti-corrida”.

Investimento impede recuo

A insatisfação não é exclusiva do holandês. Carlos Sainz, agora na Williams, sugeriu que a FIA deveria ouvir mais os pilotos e demonstrar flexibilidade para ajustes pontuais entre as provas. Verstappen, no entanto, foi pragmático ao avaliar a situação em Albert Park.

“É um pouco tarde para isso”, afirmou o piloto aos jornalistas. “Pela quantidade de dinheiro que já foi investida nessas regras, elas permanecerão por um bom tempo. Trazer essas questões à tona agora é tardio.”

Estreia do motor próprio da Red Bull

Apesar das críticas ao conceito global da categoria, Verstappen elogiou o comportamento do RB22. O carro marca um momento histórico para a Red Bull, que competirá na Austrália com sua própria unidade de potência pela primeira vez.

“Fiquei positivamente surpreso com a sensação geral”, disse ele. “As mudanças foram complexas para todos, mas a experiência de condução e a integração entre motor e chassi estão boas.”

Quanto ao favoritismo, o tetracampeão baixou as expectativas. Após os testes de inverno, Mercedes e Ferrari parecem estar um passo à frente da concorrência.

“Olhando para o lado da performance, queremos ser um pouco mais velozes. Naturalmente, todo mundo quer, mas pelo que aprendemos nos testes do Bahrein, pelo menos por enquanto, não somos os mais rápidos”, admitiu Verstappen.

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Fonte : CNN

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