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Uma corrida matinal rápida pelos parques e avenidas arborizadas de Melbourne é praticamente o único tempo livre que o chefe de equipe da Audi, Jonathan Wheatley, consegue ter enquanto a equipe reformulada se prepara para o Grande Prêmio da Áustralia.

Mesmo esse pequeno luxo acabou comprometido por um problema logístico: o equipamento de corrida de Wheatley não chegou na carga correta enviada para a Austrália.

O dirigente, porém, não parece muito preocupado, já que o mais importante — carros, peças de reposição e membros da equipe — chegou em segurança, apesar dos desafios logísticos provocados pelo ataque conjunto de Estados Unidos e Israel ao Irã.

Assim como todas as equipes da Fórmula 1, a Audi enfrenta a maior reformulação nas regras de motores e chassis em décadas.

Diferentemente de outras equipes, porém, o time encara essas mudanças em meio a um processo de transição, já que a estrutura anteriormente era conhecida como Sauber.

Impulsionada por motores da Ferrari, a Sauber terminou o campeonato de construtores de 2025 na nona posição entre dez equipes. Ainda assim, os 70 pontos somados representaram o melhor desempenho da equipe desde 2012.

Agora, com investimento do fundo soberano do Catar e com um novo motor desenvolvido pela própria Audi, esperava-se que a equipe elevasse suas ambições nesta temporada.

Wheatley, no entanto, prefere moderar as expectativas antes da etapa de abertura da temporada no circuito de Circuito Albert Park, ao descrever a escuderia como um time “completamente novo”.

“Acho que nossas ambições ao chegar a esta corrida são um pouco diferentes quando você está unindo pela primeira vez uma equipe de chassis e uma equipe de unidade de potência”, disse ele à Reuters.

“Lançamos muitas iniciativas novas durante o inverno, muito equipamento novo e muitas coisas que precisam ser ajustadas e assimiladas.”

“A equipe precisa trabalhar em conjunto, construir sua força e ganhar confiança coletivamente. Por isso, neste fim de semana estamos muito focados internamente em tentar fazer a corrida mais limpa possível.”

Ruptura com o passado

A Audi manteve a mesma dupla de pilotos: o veterano alemão Nico Hulkenberg e o brasileiro de 21 anos Gabriel Bortoleto.

Ainda assim, a ruptura com o passado é evidente.

A tradicional pintura verde da Sauber desapareceu e deu lugar a um visual em titânio, preto e vermelho no carro de estreia da Audi, o Audi R26.

Embora o carro tenha um visual marcante, o desempenho durante os testes de pré-temporada não impressionou, levando Wheatley a admitir que a equipe ainda não está no nível esperado.

Duas semanas depois, o britânico afirma que houve progresso significativo, mas reconhece que a diferença para as principais equipes — McLaren, Mercedes, Red Bull e Ferrari — pode ser maior do que na temporada passada.

“No momento, a diferença entre o topo e o fim do grid é bastante significativa”, disse.

Pontuar é o nosso objetivo sempre que houver oportunidade. O que não podemos fazer é deixar escapar pontos quando estivermos em posição de conquistá-los.”

Veterano de 35 anos na Fórmula 1, Wheatley assumiu o cargo de chefe de equipe da Sauber no ano passado após deixar a função de diretor esportivo da Red Bull.

Durante quase duas décadas na equipe baseada em Milton Keynes, ele conquistou seis títulos de construtores. A Red Bull também passa a competir nesta temporada com sua própria unidade de potência, após encerrar a parceria com a Honda.

Wheatley admite que existe certa tentação de comparar o progresso da Audi com o trabalho de sua antiga equipe, embora os projetos sejam bastante diferentes.

“Acho que é inevitável fazer essa comparação. Mas não é algo que estamos fazendo internamente”, afirmou.

“Como eu disse, internamente estamos focados em nossos próprios produtos, no nosso motor e no nosso conjunto de potência.”

Olhos também fora das pistas

Com o início de um plano de cinco anos para conquistar um título na Fórmula 1, a Audi também deve atrair mais atenção fora das pistas.

A Sauber, que teve resultados modestos na categoria, apareceu pouco na popular série documental da Netflix “Fórmula 1: Drive to Survive”.

Caso o desempenho melhore — ou caso enfrente grandes dificuldades — a Audi pode ganhar mais espaço na produção.

Para Wheatley, essa visibilidade seria bem-vinda, ao menos se vier acompanhada de bons resultados.

“A parceria da Fórmula 1 com a Netflix trouxe muitos frutos, muitos novos espectadores e um público completamente novo acompanhando o esporte”, afirmou.

Ficha técnica do Grande Prêmio da Austrália

Quinta-feira, 5 de março

  • 22h30 — Treino Livre 1 (SporTV, Globoplay e F1TV Pro)

Sexta-feira, 6 de março

  • 2h — Treino Livre 2 (SporTV, Globoplay e F1TV Pro)
  • 22h30 — Treino Livre 3 (SporTV, Globoplay e F1TV Pro)

Sábado, 7 de março

  • 2h — Classificação (SporTV, Globoplay e F1TV Pro)

Domingo, 8 de março

  • 1h — Corrida do Grande Prêmio da Austrália (Globo, SporTV, Globoplay e F1TV Pro)

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Fonte : CNN

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