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O levantamento “Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil” revela que, no triênio de 2026 a 2028, são esperados cerca de 78.610 novos casos de câncer de mama no Brasil, em um risco estimado de 71,57 a cada 100 mil mulheres. O estudo foi organizado pelo Inca (Instituto Nacional do Câncer) em parceria com o Ministério Público.

Os dados apontam que o risco maior é na região Sudeste, com probabilidade de 88,29 casos a cada 100 mil mulheres, seguido da região Sul com 77,91; Centro-oeste com 61,32 casos por 100 mil; 58,02 por 100 mil na região Nordeste; e por último o Norte, com 31,28 casos por 100 mil.

No Brasil, sem considerar tumores de pele não melanoma, é o câncer mais incidente entre mulheres e o segundo maior na população geral.

Apesar da maior prevalência acontecer em mulheres com mais de 50 anos (especialmente por alterações biológicas do envelhecimento e acúmulo de exposições hormonais), o número de casos entre mulheres mais jovens tem aumentado. Cerca de 10 a 15% dos tumores de mama têm origem genética, decorrentes das mutações dos genes BRCA1 e BRCA2, os outros 85% têm causas aleatórias.

“Ainda não sabemos exatamente o que vem causando esse aumento de casos em pacientes abaixo dos 40 anos, mas já é possível afirmar que o estilo de vida pode estar relacionado”, afirma Pedro Exman, doutor responsável pelo Grupo de Tumores de Mama e Ginecológicos do Centro Especializado em Oncologia e coordenador do “Simpósio de Câncer de Mama em Mulheres Jovens – Desafios da Prática Atual”.

O evento é promovido pelo Hospital Oswaldo Cruz e reúne profissionais para debate clínico sobre o tumor mais incidente do Brasil. 

Câncer de mama em mulheres jovens

Um dos objetivos do simpósio é discutir a relação entre câncer de mama, fertilidade, gravidez e função ovariana, além de trazer atualizações sobre as mudanças na conduta terapêutica em mulheres gestantes e como preservar a fertilidade de mulheres com o diagnóstico da doença.

Wesley Andrade, mastologista do Centro Especializado em Oncologia do Oswaldo Cruz, falará sobre a abordagem cirúrgica e os avanços na reconstrução mamária, aspectos que são fundamentais para a autoestima, sexualidade e relações pessoais das pacientes – aspectos que influenciam o desempenho do tratamento.

Sobre a perspectiva da investigação genética do risco de câncer mamário, a oncogeneticista Allyne Cagnacci falará sobre quando investigar a doença da perspectiva hereditária. Quanto ao pós-diagnóstico e pós-tratamento, Simone Elias vai debater sobre como dar qualidade de vida para as sobreviventes do câncer.

Serviço:

  • Simpósio Câncer de Mama em Mulheres Jovens – Desafios da Prática Atual
  • Data: 6 de março
  • Horário: das 13h30 às 19h
  • Formato: Presencial, ingressos no Sympla
  • Endereço: Rua Treze de Maio, 1815, Auditório – Bloco E – 1ºSS, Bela Vista

*Publicado por Larissa Santos

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Fonte : CNN

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