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A negociação entre Estados Unidos e Irã que antecedeu os ataques na manhã de sábado (28) foi interpretada pelo círculo interno de Donald Trump como insuficiente, por levar a um resultado similar à negociação feita pelo ex-presidente Barack Obama em 2015. A informação foi apresentada pela analista Fernanda Magnotta durante o programa CNN 360°.

Segundo Magnotta, um dos fatores mais relevantes que teria motivado a decisão final de Trump foi a leitura trazida pelo próprio genro dele, um dos intermediadores dos diálogos no Oriente Médio. “O acordo possível entre Estados Unidos e Irã, aquele que vinha sendo negociado, seria apenas uma versão 2.0 do que conseguiu Obama em 2015. E isso teria irado Trump, porque ele próprio passou vários anos dizendo que esse tinha sido o pior acordo de todos os tempos, o pior acordo da história”, explicou a analista.

A especialista demonstrou ceticismo quanto à possibilidade de restabelecimento de diálogo entre os dois países após os recentes ataques. “Não me parece haver nenhum tipo de condição para um restabelecimento de diálogo nesse momento”, afirmou. Ela destacou que o teatro de operações sugere algo na direção contrária a uma desescalada ou tentativa de mediação diplomática.

Escalada do conflito

Magnotta apontou que os Estados Unidos estão reforçando ataques aéreos, continuam mirando na marinha iraniana e estariam se articulando para utilizar forças curdas na fronteira do Iraque. O objetivo seria criar condições para uma desestabilização do regime iraniano e incentivar que a própria população se levante contra o governo.

Do lado iraniano, a situação também não favorece o diálogo. “O Irã abriu fogo contra basicamente todo mundo do Oriente Médio”, observou a analista. Ela lembrou que até a Turquia, país que se apresentou como possível mediador e condomnou o ataque americano e israelense, entrou no conflito em circunstâncias ainda mal explicadas.

Outro fator complicador mencionado por Magnotta é que o Irã ainda não escolheu o sucessor de seu líder supremo. “Quem vai definir os termos dessa retaliação, a duração, a intensidade, se vai ou não haver diálogo com os americanos, me parece que não está nem selecionado ainda”, destacou.

A analista concluiu que o clima em todos os lugares é de preocupação, ansiedade e medo de que novos atores possam ser envolvidos no conflito, tanto estatais quanto não estatais, e que a crise deixe de se circunscrever apenas ao Oriente Médio.

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Fonte : CNN

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