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A prisão do empresário, Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, renovou no Congresso Nacional a pressão pela abertura de uma comissão de inquérito para investigar a fraude financeira envolvendo o banco. A cobrança tem sido feita por integrantes da oposição.

Em outra frente, aliados do governo renovaram críticas às ligações políticas do banqueiro e de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro que se entregou à PF (Polícia Federal) nesta quarta-feira (4).

À CNN, o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que a bancada — a maior da Casa — insistirá no pedido de uma comissão mista de inquérito, formada por deputados e senadores. Para ser aberta, no entanto, é necessária a leitura do requerimento em uma sessão do Congresso, que ainda não tem previsão de ocorrer.

Líder da oposição na Câmara, o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB) disse que o “não é aceitável o silêncio” diante do escândalo do Master.

“A oposição volta a cobrar com firmeza a instalação imediata da CPMI do Banco Master. O Parlamento não pode fechar os olhos para fatos dessa magnitude. Quanto mais tentam empurrar o assunto para debaixo do tapete, mais cresce a necessidade de uma investigação ampla, transparente e independente”, afirmou no X.

Integrantes da oposição também defenderam uma colaboração premiada de Vorcaro. “Delata, Vorcaro”, afirmou o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) em publicação nas redes sociais.

Base critica financiamentos

Integrantes da base governista renovaram as críticas às doações de Zettel para a campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e para o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

“Zettel doou R$ 3 milhões para Bolsonaro e R$ 2 milhões para a campanha de Tarcísio”, afirmou o líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (SC) nas redes sociais. “Vem delação por aí?”, questionou.

Para o deputado Alencar Santana, primeiro vice-líder do governo na Câmara, Vorcaro tem uma “milícia privada” a seu dispor. “O maior doador individual da campanha de Jair Bolsonaro foi Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Ambos, presos nesta quarta-feira pela Polícia Federal”, afirmou no X.

Sobre o caso do Master, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou e afirmou haver “corrupção” no Banco Central durante a gestão de Roberto Campos Neto. Como a CNN mostrou, dois ex-servidores do BC afastados do órgão por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) prestavam uma “consultoria informal” a Vorcaro.

“Por que será que Campos Neto não agiu contra as fraudes de Vorcaro enquanto era presidente do BC?”, disse Gleisi no X.

O uso de uma aeronave que seria de Vorcaro pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) durante a campanha eleitoral de 2022 também foi criticado pela ministra.

“A nova operação da PF revela que, enquanto emprestava avião para o deputado Nikolas fazer campanha para Bolsonaro, Vorcaro e seu cunhado Fabiano Zettel comandavam uma quadrilha criminosa chamada ‘A Turma’. Essa ‘Turma’ dos amigos de Nikolas espionava autoridades, invadia bancos de dados do Ministério Público e da Polícia Federal, organizava ataques a desafetos de Vorcaro e até contra jornalistas”, afirmou Gleisi.

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Fonte : CNN

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