O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Flávio Dino, afirmou que a Polícia Federal colheu “indícios da existência de uma organização criminosa” na Secretaria Municipal de Saúde de Macapá (SEMSA) e na empresa SANTA RITA ENGENHARIA LTDA.
Nesta quarta-feira (4), o STF afastou do cargo o prefeito de Macapá (AP), Antônio Furlan, conhecido como Dr Furlan (PSD), e seu vice, suspeitos de fraudes na construção do Hospital Geral do município. Os dois são alvos da segunda fase da Operação Paroxismo, da Polícia Federal.
“A autoridade policial afirma ter colhido indícios da existência de uma organização criminosa em ação na Secretaria Municipal de Saúde de Macapá (SEMSA) e na empresa SANTA RITA ENGENHARIA LTDA. (CNPJ nº 83.308.593/0001-85), cujas atividades visariam ao direcionamento da contratação desta pessoa jurídica de direito privado
para construção do Hospital Geral de Macapá, com valor global de R$ 69.354.218,41″, afirma a decisão do ministro.
Segundo o documento, achados do Relatório de Avaliação da CGU revelam que “o município de Macapá/AP teria recebido o montante de R$ 128.902.734,83 em transferências especiais entre os anos de 2020 a 2024”.
Nesta quarta, estão sendo cumpridos 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Macapá (AP), Belém (PA) e Natal (RN), expedidos pela Suprema Corte, que determinou ainda o afastamento dos servidores públicos dos seus cargos pelo período inicial de 60 dias.
Em janeiro, a CNN revelou a investigação da PF contra o prefeito e saques em agências bancárias do motorista de Furlan.
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Fonte : CNN