O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) precisou limitar a geração de usinas eólicas e solares (curtailment) em diferentes regiões do país na terça-feira (3) para manter a estabilidade do SIN (Sistema Interligado Nacional).
Segundo o IPDO (Informativo Preliminar Diário da Operação), os cortes ocorreram entre a manhã e a tarde para controlar desequilíbrios regionais e a frequência da rede, com redução máxima de 1.944 megawatts (MW) no Nordeste.
Os cortes de geração determinados pelo ONS ocorrem por três motivos: a falta de infraestrutura de transmissão, como linhas danificadas ou atrasadas; quando as linhas de transmissão atingem o limite de capacidade e a energia não pode ser escoada; e o excesso de oferta de energia em relação à demanda. Nos dois últimos casos, não há direito a compensação.
No Sudeste/Centro-Oeste, a restrição de geração renovável ocorreu entre 8h38 e 16h45, com redução máxima de 586 MW. No Nordeste, a limitação foi registrada entre 8h41 e 16h48, enquanto no Norte o corte ocorreu entre 8h43 e 13h06, com redução máxima de 249 MW.
O relatório aponta ainda que a usina hidrelétrica de Itaipu gerou acima do programado para atender ao pico de demanda do sistema elétrico.
Entre os submercados, o Sul registrou geração hidráulica e térmica acima do previsto, além de produção eólica maior que o esperado devido a melhores condições de vento.
No Sudeste/Centro-Oeste, a geração solar e a carga ficaram acima das previsões. Já no Nordeste, a geração eólica e solar ficou abaixo do esperado, com carga inferior à prevista.
No Norte, a geração hidráulica foi menor que o programado por indisponibilidade de unidades nas hidrelétricas de Tucuruí e Belo Monte.
O ONS também registrou um desligamento automático de um setor de 230 kV na subestação Pau Ferro, em Pernambuco, às 13h45, provocado por curto-circuito em um isolador. A ocorrência interrompeu 215 MW de carga da Neoenergia Pernambuco, posteriormente restabelecida.
*sob supervisão de Robson Rodrigues
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Fonte : CNN