A Polícia Federal faz uma megaoperação, na manhã desta quarta-feira (4), contra o crime organizado em oito estados do Brasil. Até o momento, 33 pessoas foram presas, entre 104 mandados de prisão preventiva expedidos.
Entre os presos está um dos principais articuladores de ações atribuídas a uma facção criminosa, apontado como responsável pelo planejamento e execução de ataques violentos, inclusive contra agentes da segurança pública.
A quarta fase da Operação Coalizão da Paz é comandada pela Ficco-PA (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Pará) e conta com mais de 250 policiais nas ruas. Os mandados são cumpridos nos estados do Pará, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Goiás, São Paulo, Maranhão, Amazonas e Ceará.
Os presos localizados na Região Metropolitana de Belém foram encaminhados à Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc). Nos demais casos, os detidos foram conduzidos às unidades policiais dos respectivos estados, onde os mandados foram cumpridos. Os dispositivos eletrônicos apreendidos passarão por perícia técnica, para subsidiar o aprofundamento das investigações e contribuir para a completa elucidação dos crimes.
Todos os suspeitos poderão responder por integrar organização criminosa. Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos aparelhos celulares, valores em dinheiro, entorpecentes e outros materiais de interesse investigativo.
Fases anteriores
Em dezembro, a Ficco-PA prendeu 32 pessoas ligadas a organizações criminosas na terceira etapa da Operação Coalizão da Paz. Ao todo, as equipes policiais cumpriram 42 mandados de prisão preventiva, sendo 32 relativos ao crime organizado, seis por homicídio, dois por tráfico ilícito de entorpecentes e dois de recaptura, além de 18 mandados de busca e apreensão.
Na época, o delegado-geral adjunto da Polícia Civil do Pará, Temmer Khayat, afirmou que entre os alvos estavam criminosos de alta periculosidade.
A segunda fase da operação foi realizada em 27 de novembro, quando as forças de segurança do Pará prenderam 11 membros da facção, entre eles responsáveis pela função de ‘disciplina’ dentro da organização, que aplicam punições que variam de multas e castigos físicos até execuções.
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Fonte : CNN