O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), atendeu a um pedido da PF (Polícia Federal) e autorizou que Daniel Vorcaro e outros três aliados sejam conduzidos ao sistema penitenciário estadual.
Os mandados de prisão preventiva foram cumpridos na manhã desta quarta (4). O banqueiro e outras três pessoas foram levados a uma das “Unidades de Trânsito de Presos” que existem nas Superintendências Regionais da PF.
O órgão alega, porém, que essas instalações não possuem estrutura para manter os presos por muito tempo, inclusive por ausência de aparato adequado, como assistência médica regular, visitas, acompanhamento psicossocial.
Disse ainda que a permanência prolongada de presos na PF impacta as atividades de polícia judiciária e aumenta “riscos de segurança institucional”.
O ministro André Mendonça acatou os argumentos. Disse que é “operacional e institucionalmente mais adequado” que a custódia seja realizada em estabelecimento prisional com infraestrutura e pessoal especializado.
“A permanência prolongada de custodiados em unidades da Polícia Federal, além de desviar efetivo para guarda e vigilância, pode comprometer a atividade-fim de polícia judiciária e elevar riscos de segurança, especialmente em unidades com grande circulação de público”, escreveu Mendonça.
Segundo a determinação, a transferência poderá ser feita após os presos passarem pela audiência de custódia, que deve sr realizada em até 24 horas.
O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi preso novamente nesta quarta-feira (4), após decisão de André Mendonça. O empresário já havia sido detido em novembro de 2025, na primeira fase da Operação Compliance Zero, mas foi solto na sequência. Na época, foi determinado que o empresário fizesse o uso de tornozeleira eletrônica.
A nova etapa da operação foi deflagrada após a PF apontar indícios de que o empresário teria participado de um esquema envolvendo ameaças, monitoramento ilegal e outros crimes.
Segundo o relatório da Polícia Federal, Vorcaro teria ordenado ameaças contra pessoas consideradas seus “desafetos”. Mensagens atribuídas ao empresário mostram teor violento. Em uma delas, segundo a investigação, ele teria sugerido “quebrar todos os dentes” e “dar um pau” em um jornalista durante um suposto assalto.
As investigações apontaram a existência de um grupo chamado “A Turma”, que seria destinado à obtenção ilegal de informações sigilosas e para praticar atos de coação e intimidação de pessoas consideradas prejudiciais para a suposta organização criminosa.
Além de Vorcaro, foram presos o cunhado do banqueiro, Fabiano Zettel; um dos integrantes da “Turma”, Luiz Phillip Mourão e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva.
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Fonte : CNN