Dois ex-servidores do BC (Banco Central) foram afastados do órgão por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quarta-feira (4). A decisão faz parte da nova fase da operação Compilance Zero, que mira o ex-diretor de fiscalização do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza e o ex-servidor Belline Santana.
A nova fase da investigação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), e também teve como alvo o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Vale ressaltar que ambos já estavam afastados administrativamente das funções na autarquia desde o fim do ano passado, após decisão do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Agora, a decisão desta quarta, do Supremo, se dá em âmbito judicial.
Veja quem são os servidores
Paulo Sérgio Neves de Souza
Paulo Sérgio é bacharel em Ciências Econômicas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e MBA Executivo em Risco pela Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi).
Servidor no Banco Central desde 1998, trabalhou no Departamento de Supervisão Bancária (Desup) da Diretoria de Fiscalização (Difis) como inspetor, entre 1998 e 2005; foi supervisor entre 2005 e 2009, passou a ser gerente técnico entre 2009 e 2011 e trabalhou como chefe de divisão entre 2011 e 2012.
Souza também trabalhou como consultor do Departamento de Gestão Estratégica, Integração e Suporte da Fiscalização (Degef) da Diretoria de Fiscalização (Difis) entre 2012 e 2013, tornando-se chefe do departamento de 2013 a 2015.
Em agosto deste mesmo ano, retornou ao Departamento de Supervisão Bancária (Desup) da Diretoria de Fiscalização como chefe de departamento, onde trabalhava até então. Em 2017, assumiu a diretoria de Fiscalização do Banco Central.
Belline Santana
Belline possui graduação em economia pela Universidade São Judas Tadeu. Em 1998, entrou no Banco Central como servidor, e está na instituição desde então.
Segundo seu perfil profissional, é vice-presidente da Associação de Supervisores Bancários das Américas. Também membro do Conselho Fiscal da CENTRUS – Fundação Banco Central de Previdência Privada. Depois, chefiou o Departamento de Supervisão Bancária do BC.
Nova fase da operação
De acordo com a PF, a nova fase da operação deflagrada nesta quarta tem como objetivo investigar a possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa. As investigações contaram com o apoio do Banco Central.
Ao todo, a PF cumpre quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Minas Gerais.
Em comunicado à imprensa, agentes também cumpriram ordens de afastamento de cargos públicos e sequestro e bloqueio de bens, no montante de até R$ 22 bilhões, com o objetivo de interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas.
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Fonte : CNN