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Oito países anunciaram que irão boicotar a cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos de Inverno, marcada para sexta-feira (6), em protesto contra a participação de atletas russos competindo sob a bandeira nacional.

Segundo Craig Spence, diretor de marca e comunicação do Comitê Paralímpico Internacional (IPC), República Tcheca, Estônia, Finlândia, Letônia, Lituânia, Polônia, Holanda e Ucrânia não participarão do evento.

Além do boicote, outras delegações podem enfrentar dificuldades para chegar à cerimônia devido a interrupções em viagens aéreas após ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Espaço aéreo fechado pode afetar delegações

O IPC informou, em comunicado, que o fechamento do espaço aéreo em partes do Oriente Médio pode impactar a chegada de participantes e autoridades envolvidas nos Jogos.

A entidade não comentou a situação específica de mais de 50 delegações nacionais.

As Paralimpíadas de Inverno Milão-Cortina serão disputadas entre 6 e 15 de março. A cerimônia de abertura ocorrerá na histórica Arena de Verona, localizada a cerca de 170 km de Milão.

Conflito internacional preocupa organizadores

O IPC espera número recorde de competidores, com mais de 600 atletas confirmados, embora o total final ainda dependa de validação nos próximos dias.

Entre os inscritos estão dez atletas de Rússia e Belarus. Israel deve enviar uma esquiadora alpina, enquanto o Irã será representado por um atleta no esqui cross-country.

O presidente do Comitê Paralímpico da Itália, Marco Giunio De Sanctis, alertou que o cenário internacional pode ofuscar um momento importante para competidores que viajaram de diferentes partes do mundo.

“A situação é realmente preocupante e lamentável. Os impactos desta guerra podem ser múltiplos”, afirmou o dirigente.

Curling em cadeira de rodas abre os Jogos

Segundo ele, do ponto de vista logístico, a maioria dos atletas já chegou à Itália, destacando que a primeira partida de curling em cadeira de rodas está programada para quarta-feira, em Cortina.

De Sanctis acrescentou que há receio de que a escalada do conflito envolvendo o Irã desvie o foco da principal mensagem dos Jogos.

“É uma grande pena, porque nenhum atleta merece isso depois de tantos sacrifícios para estar aqui”, concluiu.

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Fonte : CNN

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