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Manchester City e Arsenal travam uma disputa direta pela supremacia da Premier League, mas seguem caminhos distintos na briga pelo título.

Enquanto o time comandado por Mikel Arteta transformou as bolas paradas em arma central na temporada, a equipe de Pep Guardiola mantém fidelidade a um modelo baseado na posse e construção paciente.

Líder do campeonato, o Arsenal marcou 33% de seus 58 gols em jogadas de bola parada, incluindo 16 após cobranças de escanteio. Em contrapartida, o City tem evitado aderir à nova tendência do campeonato inglês.

Nesta temporada, 27% de todos os gols da Premier League saíram em lances desse tipo — o maior índice entre as principais ligas da Europa e o mais alto na elite inglesa desde 2009/10.

Somente em escanteios, já foram registrados 138 gols, número que supera o total de toda a campanha passada.

Guardiola levou ao futebol inglês seu consagrado estilo “tiki-taka” ao assumir o City em 2016 e permaneceu fiel ao jogo de posse refinado ao longo de uma era vitoriosa, que resultou em seis títulos nacionais e serviu de referência para diversos treinadores.

A chegada do artilheiro Erling Haaland tornou o time ligeiramente mais direto nas últimas temporadas, mas a essência segue intacta. O City é o penúltimo colocado no ranking de gols originados em bolas paradas, com apenas 10,5%.

“Bolas paradas começaram a se tornar importantes. Era diferente quando comecei como treinador”, afirmou Guardiola nesta terça-feira (3), antes do confronto decisivo em casa contra o Nottingham Forest, partida que o City precisa vencer para seguir pressionando o Arsenal.

“Quando eu era jovem, dizíamos que na Inglaterra as pessoas comemoravam escanteios e faltas como se fossem gols. Lembro perfeitamente disso, então nada mudou nesse sentido”, completou.

Apesar de contar com jogadores criativos e, em geral, dominar a posse de bola, o Arsenal foi classificado como “feio” pelo comentarista da BBC Chris Sutton após a vitória por 2 a 1 sobre o Chelsea no domingo, quando ambos os gols saíram em cabeçadas após escanteios.

Disputa física nas áreas

A cena de atletas se agarrando, bloqueando e disputando espaço como lutadores antes das cobranças foi uma das marcas do clássico — e também um dos elementos que atraíram milhões de espectadores ao redor do mundo.

O técnico do Liverpool, Arne Slot, afirmou que os jogos já não são mais “um prazer”, enquanto Liam Rosenior, do Chelsea, pediu uma revisão para controlar as disputas físicas semelhantes a scrums do rúgbi nas cobranças de escanteio.

O City tentará manter a pressão sobre o Arsenal superando o Forest, que luta na parte inferior da tabela. Ainda assim, não se espera que Guardiola passe a priorizar laterais longos ou a jogar em busca de escanteios.

Sem entrar profundamente no debate sobre os métodos do rival, o treinador espanhol reforçou a necessidade de adaptação.

“Esse é o negócio em que estou. Sou treinador. Não posso dizer ‘não gosto de bolas paradas’. Eu me adapto e faço”, afirmou.

“O futebol é jogado de muitas maneiras desde que foi criado. A forma como se joga na Inglaterra é diferente da Espanha ou da Itália. Cada treinador atua de uma maneira. Seria muito chato se todos jogassem igual. Tenho que me adaptar. Se eu não gostar, não assisto, mas preciso me adaptar”, acrescentou Guardiola.

O Arsenal, que soma cinco pontos de vantagem e disputou uma partida a mais que o City, visita o Brighton. O técnico da equipe, Fabian Hurzeler, reconhece o desafio.

“É definitivamente um grande ponto forte do Arsenal, eles executam isso de maneira impressionante nesta temporada”, disse.

“Eles têm bons cobradores e muita força física. É algo com que precisamos ter cuidado, mas vamos manter nossos princípios”.

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Fonte : CNN

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