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Dois dias após a morte do líder supremo Ali Khamenei, o alto comando do Irã já está organizado para manter a estrutura do Estado em funcionamento, mesmo sob ataque. Segundo o especialista em assuntos internacionais Lourival Sant’Anna, durante participação no CNN Prime Time desta segunda-feira (3), o Irã estava organizado para essa possibilidade.

“O Irã estava preparado para essa ‘decapitação’ que envolveu 49 integrantes do comando militar e civil do Irã. Há tempos já que o Irã possui quatro camadas de sucessão já preparadas”, explicou o especialista da CNN.

De acordo com a Constituição iraniana, na ausência do líder supremo, um conselho de liderança provisório assume o poder. Este conselho é composto pelo presidente do país, pelo chefe do judiciário e por um jurista membro do Conselho dos Guardiões. Este grupo temporário deve administrar o país até que a Assembleia de Peritos, formada por 88 membros, eleja um novo líder supremo.

A mídia estatal iraniana divulgou imagens que supostamente são de uma segunda reunião do Conselho de Liderança Interina, evidenciando que o processo de transição está em andamento conforme previsto pela Constituição. Esta rápida reorganização demonstra a resiliência do sistema político iraniano, mesmo após o impacto da perda de 49 integrantes do comando militar e civil do país.

O contexto regional permanece tenso, com o Hezbollah disparando mísseis contra Israel em retaliação pela morte de Khamenei. “Já fazia bastante tempo, cerca de um ano, que isso não acontecia. Israel estava preparado para essa possibilidade, para esse risco. O governo israelense já havia convocado 100 mil reservistas para defender Israel no caso de incursões do Hezbollah “, destaca Lourival.

“O Hezbollah teve seu poder bastante degradado ao longo da guerra desencadeada pela invasão de Israel pelo Hamas, em outubro de 2023, mas continua com um considerável poderio militar”, completa.

Israel respondeu com bombardeios em Beirute, incluindo um ataque que resultou na morte de um comandante de inteligência do grupo libanês.

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Fonte : CNN

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