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Após dezenas de pacientes denunciarem perda de visão, dores intensas e outras complicações, a Clínica Clivan foi interditada pela SMS (Secretaria Municipal da Saúde) de Salvador. O consultório fica na Avenida Garibaldi, na capital baiana, e as queixas começaram a aparecer após um mutirão de cirurgias para catarata na unidade.

De acordo com os relatos, pacientes apresentaram efeitos graves no pós-operatório. Entre as queixas estão sangramento ocular, infecções e até perda parcial ou total da visão.

Alguns casos evoluíram e parte das pessoas atendidas precisou ser encaminhada ao Hospital Geral do Estado para cirurgia de remoção do globo ocular. Outros foram direcionados para clínicas especializadas em oftalmologia na capital.

Em nota enviada à CNN Brasil, a SMS informou que ao tomar conhecimento da situação, adotou medidas imediatas: interditou a clínica, suspendeu o convênio com o município e instaurou processo administrativo sanitário.

Entre as providências cautelares estão a suspensão do alvará sanitário, interdição temporária dos serviços relacionados aos procedimentos investigados e notificação ao Ministério Público e ao Cremeb (Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia).

A secretaria ressaltou também que a clínica possuía alvará sanitário vigente e integrava a rede contratualizada para prestação de serviços ao município e ao Estado. As investigações agora buscam levantar o número exato de procedimentos realizados e esclarecer completamente os fatos.

Já o Cremeb disse que realizou fiscalização no local assim que foi acionado. Após a conclusão do relatório da inspeção, o conselho dará encaminhamento às medidas cabíveis. O órgão destacou que eventuais sanções públicas só poderão ser divulgadas caso haja instauração e conclusão de Processo Ético-Profissional, conforme prevê o Código de Processo Ético-Profissional, que garante sigilo e direito à ampla defesa.

As apurações seguem em andamento. Enquanto isso, pacientes afetados aguardam esclarecimentos sobre as causas das complicações e possíveis responsabilizações.

A Clivan foi procurada pela reportagem e até a publicação não havia retornado. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

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Fonte : CNN

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