Grãos de café brasileiros expostos para venda na Porto Rico Importing Co., em Nova York - 15/07...

A decisão do governo dos Estados Unidos de suspender as tarifas adicionais sobre determinados produtos agrícolas brasileiros anima o Ministério da Fazenda. Um membro da pasta destacou que a medida beneficia diretamente setores nos quais o Brasil se destaca globalmente, como a produção de café, carne bovina e suco de laranja. A expectativa é que essa alteração resulte em uma retomada significativa das exportações desses produtos, que haviam registrado uma queda entre os meses de agosto e outubro.

Além dos itens já mencionados, a lista de produtos beneficiados pela suspensão das tarifas inclui banana, açaí e castanha de caju. Para outras frutas, como tomate e manga, foi estabelecido um regime especial, que prevê a isenção da tarifa adicional em períodos específicos ao longo do ano.

O “tarifaço” havia entrado em vigor no dia 6 de agosto. Na ocasião, o então presidente americano mencionou uma suposta perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro e expressou preocupações em relação a algumas plataformas americanas. Posteriormente, durante a Assembleia-Geral da ONU, em setembro, ele se encontrou brevemente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e comentou sobre a “excelente química” entre eles. As negociações formais sobre as tarifas foram iniciadas no dia 6 de outubro, quando os dois líderes conversaram por telefone.

Na ordem executiva mais recente, o governo americano reconheceu um “avanço inicial” nas negociações entre os dois países, um ponto considerado relevante pelo interlocutor da Fazenda.

A ligação estabelecida com o presidente Lula também foi mencionada, assim como as recomendações recebidas de funcionários do governo americano, particularmente em relação a produtos agrícolas.

“Após considerar as informações e recomendações que me foram fornecidas por esses funcionários e o andamento das negociações com o Governo do Brasil, entre outros fatores, determinei que é necessário e apropriado modificar o escopo dos produtos sujeitos à alíquota adicional de imposto ad valorem imposta pelo Decreto Executivo 14323”, diz o documento.

O senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, ressaltou que o agronegócio não deve ser alvo de medidas de “cunho político” e que a nova decisão está alinhada com o reconhecimento do Brasil como um fornecedor “confiável, competitivo e parte essencial da segurança alimentar mundial”.

Fonte: www.infomoney.com.br

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