A UNIRIO (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro) determinou a suspensão cautelar de um de seus estudantes, identificado como Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos, suspeito de participação no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana.
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A decisão, publicada em nota oficial na noite desta segunda-feira (2), veda o direito do discente de frequentar salas de aula, laboratórios, bibliotecas e o restaurante universitário pelo prazo de 120 dias.
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Medidas administrativas da Unirio
A reitoria da instituição informou que a suspensão foi decidida após a apuração da veracidade das informações com fontes oficiais, diante da gravidade dos fatos.
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A universidade manifestou solidariedade à vítima e afirmou que o processo administrativo discente seguirá com a celeridade necessária, colocando-se à disposição das autoridades policiais para colaborar com as investigações.
O crime e o indiciamento
Bruno Felipe Allegretti foi indiciado pela 12ª DP (Copacabana) por estupro com concurso de pessoas. Segundo o inquérito, o crime ocorreu na noite de 31 de janeiro em um apartamento na Rua Ministro Viveiros de Castro.
A vítima foi atraída ao local em uma “emboscada planejada” articulada por seu ex-namorado, um adolescente de 17 anos.
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De acordo com o depoimento da jovem, Allegretti foi o quarto homem a entrar no quarto durante os abusos.
O exame de corpo de delito confirmou lesões compatíveis com violência física e genital na adolescente.
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Suspeitos foragidos
Atualmente, Bruno Felipe Allegretti e outros três jovens — Vitor Hugo Oliveira Simonin (18), Mattheus Verissimo Zoel Martins (19) e João Gabriel Xavier Bertho (19) — são considerados foragidos da Justiça.
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro expediu mandados de prisão preventiva contra o grupo, que não foi localizado durante a operação “Não é Não”.
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Outras instituições também adotaram sanções contra os envolvidos: o Colégio Pedro II iniciou o desligamento de dois alunos e o Serrano Football Club suspendeu o contrato de Bertho.
Informações sobre o paradeiro dos suspeitos podem ser enviadas ao Disque Denúncia.
A CNN Brasil tenta contato com a defesa dos citados.
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Fonte : CNN