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O cabo argentino Nahuel Gallo, que estava preso na Venezuela há mais de um ano, voltou ao seu país nesta segunda-feira (2), com ajuda da AFA (Associação do Futebol Argentino).

Segundo a chancelaria argentina, Gallo foi libertado neste domingo (1), após 448 dias preso sob o regime de Nicolás Maduro e, mais recentemente, o governo da presidente interina Delcy Rodríguez.

Agente da gendarmeria argentina, uma das forças de segurança do país, Gallo foi preso em 8 de dezembro de 2024 ao entrar na Venezuela, onde tinha ido se encontrar com a esposa e o filho.

Há pouca clareza, no entanto, sobre como aconteceu a interlocução com o governo venezuelano para a soltura do agente.

De acordo com a deputada argentina Marcela Pagano, Gallo foi libertado pelo governo de Rodríguez devido à diplomacia parlamentar não governista, ex-embaixadores e à AFA.

“Tudo o que foi dificultado pela Chancelaria, nós desativamos com o senso comum”, disse na rede social X, questionando a atuação de Javier Milei pela soltura.

Ex-aliada de Milei, Pagano é casada com um advogado que representou a estatal venezuelana PDVSA (Petróleos de Venezuela S. A.) na Argentina. Nas redes, ela agradeceu à presidente interina da Venezuela pela soltura do agente.

Sem relações com a Venezuela desde a expulsão dos seus diplomatas de Caracas no final de julho de 2024, a Argentina acabou dependente da intermediação do Brasil e mais recentemente da Itália para obter informações sobre o agente preso no país.

O governo argentino, no entanto, afirma ter atuado de forma persistente pela libertação de Gallo. “Desde o primeiro momento atuamos com firmeza e responsabilidade para garantir sua integridade e acompanhar sua família. Não os deixamos sozinhos”, escreveu o ministério argentino da Segurança após a libertação de Gallo.

O presidente da AFA, por sua vez, afirmou que o agente argentino conseguiu voltar para seu país “graças a um trabalho silencioso e mancomunado” com a Federação Venezuelana de Futebol e com a Conmebol.

Segundo a imprensa argentina, Gallo voltou ao país em um avião disponibilizado pela AFA. Em comunicado, a entidade afirmou que a Federação Venezuelana de Futebol facilitou o contato que permitiu a aproximação com o governo Rodríguez.

“O futebol nos une, transcende fronteiras e demonstra que sempre é possível construir pontes para o entendimento e a cooperação, escreveu o presidente da AFA, Claudio “Chiqui” Tapia.

A soltura do agente argentino acontece em meio a uma onda de libertações de presos políticos pelo governo de Rodríguez, que assumiu o poder após a captura de Nicolás Maduro em janeiro.

A organização Foro Penal, que acompanha a situação de pessoas presas por motivos políticos, afirma que pelo menos 8 militares foram soltos na Venezuela após o país aprovar uma lei de anistia.

Segundo a ONG, no entanto, ainda há mais de 500 presos políticos no país.

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Fonte : CNN

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