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O encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, inicialmente planejado para o início de março e posteriormente previsto para o dia 16 do mesmo mês, pode sofrer um novo adiamento em função do agravamento do conflito no Oriente Médio. As recentes tensões entre Estados Unidos e Irã modificaram o cenário geopolítico internacional, afetando a agenda diplomática global.

Segundo apuração da analista Edilene Lopes, no Hora H, fontes da diplomacia brasileira e de Washington indicam que não há data definitiva para o encontro, que pode ser transferido para o final de março ou até mesmo para abril. O que antes era apenas uma questão de compatibilidade de agendas, agora envolve também novos elementos que devem entrar na pauta de discussões entre os dois líderes.

Novos temas entram na pauta bilateral

A escalada do conflito no Oriente Médio traz preocupações adicionais para a reunião. Temas como o tarifaço e negociações sobre minerais raros, anteriormente prioritários, podem ficar em segundo plano. Para o governo brasileiro, surgem questões estratégicas relacionadas a energia e petróleo, especialmente após o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa mais de 20% do petróleo mundial em circulação.

Com a Arábia Saudita, um dos principais fornecedores de petróleo dos Estados Unidos, sendo alvo de contra-ataques após ações americanas no Irã, abre-se uma possibilidade para o Brasil como grande produtor de petróleo. Embora isso possa resultar em aumento nos preços dos combustíveis internamente, também representa uma oportunidade para ampliar as exportações brasileiras.

O papel do Brasil como mediador

Outro ponto que deve entrar na pauta é a possível mediação brasileira no conflito entre EUA e Irã. No entanto, fontes diplomáticas lembram que Lula não teve sucesso em suas tentativas anteriores de intermediação em conflitos internacionais durante seu atual mandato, como na situação entre Israel e Palestina, no conflito Rússia-Ucrânia, e na crise venezuelana.

Apesar disso, o Brasil mantém seu interesse em se posicionar como um interlocutor importante no cenário internacional, aproveitando a relevância de Lula na geopolítica global. O encontro com Trump, quando ocorrer, deverá abordar principalmente questões relacionadas ao Brasil que foram impactadas pela recente escalada de tensões no Oriente Médio, especialmente aquelas ligadas a energia e combustíveis, elementos fundamentais na atual configuração geopolítica mundial.

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Fonte : CNN

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