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Nos últimos dias, o tradicional Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, ganhou destaque no noticiário nacional. Isso porque dois dos cinco investigados no caso de violência sexual contra uma adolescente de 17 anos estudam na centenária instituição educacional.

Fundado em 2 de dezembro de 1837, o Colégio Pedro II é considerado a primeira instituição secundarista do Brasil e tem uma longa lista de personalidades que passaram pelas centenárias salas de aula.

Desde os tempos de Império

Mais do que uma escola, a instituição surgiu como um pilar estratégico no processo civilizatório nos tempos de Império.

Sua origem, entretanto, é ainda mais antiga: começa em 1739, com a fundação do Colégio dos Órfãos de São Pedro por inspiração de Dom Antônio de Guadalupe.

Em 1766, a instituição foi transferida para o prédio onde hoje está o Campus Centro, no número 80 da Avenida Marechal Floriano, centro da capital fluminense. A sede do Colégio Pedro II é, inclusive, um marco da arquitetura neoclássica brasileira.

Referência arquitetônica

Reformado inicialmente pelo arquiteto francês Grandjean de Montigny e ampliado em 1874 por seu discípulo Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, o edifício teve sua transformação mais emblemática em 1875 com a inauguração do Salão Nobre.

O espaço, que contava frequentemente com a presença do Imperador Pedro II, era o local onde os alunos recebiam o grau de Bacharel em Letras. Até hoje, o salão, tombado pelo Patrimônio Histórico em 1983, sedia os eventos mais solenes da instituição, como a entrega dos títulos de Aluno Eminente e do prêmio Pena de Ouro – que reconhece estudantes que tiveram maiores médias gerais durante o ensino médio.

Famosos que estudaram no Pedro II

Ao longo de quase dois séculos, o colégio formou figuras conhecidas da vida pública e cultural do país. Entre seus ex-alunos figuram os ex-presidentes Nilo Peçanha e Washington Luís; juristas como Luiz Fux e Marco Aurélio Mello; escritores como Manuel Bandeira e Joaquim Nabuco; além de artistas como Fernanda Montenegro, Arlindo Cruz e Denise Fraga.

Atualmente, a rede atende a mais de 12 mil alunos distribuídos em 14 campi na capital fluminense e região metropolitana.

Desde 2012, a instituição foi equiparada aos Institutos Federais, o que diversificou sua oferta educativa, que hoje abrange desde a Educação Infantil até a Pós-Graduação, com ingresso realizado por sorteio público ou provas anuais.

Colégio afasta acusados de envolvimento no estupro coletivo

Em meio à repercussão de violência sexual envolvendo estudantes do colégio, a Reitoria e a Direção-Geral do Campus Humaitá II informaram o início do processo de desligamento de dois envolvidos, sendo um deles maior de idade, identificado como Vitor Hugo Oliveira Simonin, e o outro menor, cuja identidade é mantida sob sigilo.

A gestão destacou que adotou todas as providências cabíveis, incluindo o acolhimento à família da vítima e a colaboração direta com a Procuradoria Federal.

Em comunicado, o Colégio Pedro II declarou repudiar qualquer forma de discriminação ou violência de gênero, reiterando sua política de combate ao assédio e permanecendo à disposição das autoridades para o esclarecimento total dos fatos.

Confira a nota da íntegra:

“A Reitoria do Colégio Pedro II e a Direção-Geral do Campus Humaitá II se manifestaram sobre o caso de violência sexual investigado pela Polícia Civil e divulgado nos noticiários. Em nota, a instituição informou que dois dos envolvidos estudam na unidade e que foi iniciado processo para o desligamento de ambos.

De acordo com o comunicado, um dos alunos é Vitor Hugo Oliveira Simonin, maior de idade. O outro estudante é menor e, por isso, não teve a identidade revelada.

Segundo o colégio, assim que tomou conhecimento do caso, a gestão do Campus Humaitá II adotou as providências cabíveis, incluindo o acolhimento à família da vítima, com manutenção do sigilo conforme orientação das autoridades competentes.

A instituição informou ainda que o procedimento de desligamento foi aberto em conjunto com a Reitoria e sob orientação da Procuradoria Federal.

Na nota, o Colégio Pedro II declarou que repudia toda forma de violência e reafirmou sua política institucional de combate ao assédio, à violência de gênero e a qualquer tipo de discriminação. A direção do campus e a Reitoria também manifestaram solidariedade às mulheres da comunidade escolar e informaram que permanecem à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

Por fim, a instituição afirmou que seguirá adotando as medidas consideradas necessárias diante da gravidade da situação.”

*Publicado por André Nicolau, da CNN Brasil

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Fonte : CNN

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