Desde os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã, no último sábado (28) e a resposta iraniana, com mísseis contra diversos países da região, os governos da América Latina têm se manifestado com diferentes posturas em relação ao conflito.
A presidente mexicana Claudia Sheinbaum pediu nesta segunda-feira (2) a proteção de civis, após a escalada do conflito, condenando o bombardeio de uma escola de meninas do Irã, que segundo a mídia estatal do país deixou 165 mortos.
“Não se trata de concordar com um regime ou outro; é a população civil que paga”, disse a líder mexicana, em sua coletiva de imprensa diária, complementando: “é por isso que o apelo do México é sempre pela busca de uma resolução pacífica dos conflitos.
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, descreveu o ataque como um “ato desprezível” afirmando que este viola “todas as normas do direito internacional e da dignidade humana”.
Já o colombiano Gustavo Petro criticou os bombardeios que provocaram 165 mortes na escola feminina, que atribuiu ao primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, e pediu que os EUA abandonem a aliança com Israel.
“Os Estados Unidos por razões éticas humanas não podem continuar em aliança com um genocida”, expressou.
Petro também pediu que o país retome o diálogo com o Irã para conseguir “um Oriente Médio sem armas nucleares” e inicie uma conferência de paz do Oriente Médio, “que comece pela soberania da Palestina”.
Mas a operação liderada pelos EUA não foi alvo somente de críticas. O governo de Javier Milei comemorou os ataques que resultaram na morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, a quem qualificou como “uma das pessoas mais malvadas, violentas e cruéis da história da humanidade”.
O governo argentino lembrou do atentado a bomba contra a AMIA (Associação Mutual Israelita da Argentina) de 1994, no qual 85 pessoas morreram e centenas ficaram feridas. A Justiça argentina afirma que o episódio foi planejado pelo Irã e executado pela organização Hezbollah.
“A República Argentina espera que esta ação militar conjunta de nossos países aliados ponha um fim definitivo ao que foram mais de 40 anos de opressão e violações aos direitos humanos no Irã, e que finalmente o povo iraniano tenha paz e recupere sua democracia”, expressa o comunicado, assinado por Milei.
O governo do Paraguai, por sua vez, não se pronunciou contra o ataque norte-americano ao Irã, mas condenou a “agressão iraniana” aos Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait e Jordânia.
No fim de semana, o ministro das Relações Exteriores paraguaio, Rubén Ramírez Lezcano, conversou com o chanceler de Israel, Gideon Sa’ar, a quem transmitiu “todo o apoio e solidariedade” de seu país.
“Ambos os chanceleres se comprometeram a fazer esforços em nível multilateral para erradicar o flagelo do terrorismo e des regimes que o apoiam”, expressou o ministério das Relações Exteriores do Paraguai.
A Venezuela, aliada do Irã, mas sob forte pressão dos EUA desde a captura de Nicolás Maduro, afirmou inicialmente condenar e lamentar que “em um contexto em que se desenvolvem
e negociações em curso, tenha sido escolhida a via militar, através de
contra o Irã”.
Horas depois, no entanto, o chanceler venezuelano e o ministério da Comunicação do país, que tinham publicado o comunicado no último sábado, apagaram o documento das redes sociais oficiais.
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Fonte : CNN