A Petrobras afirmou nesta segunda-feira (2) que, neste momento, não há risco de interrupção das importações e exportações de petróleo. A declaração ocorre em meio à guerra dos Estados Unidos e Israel com o Irã.
Em nota ao CNN Money, a empresa disse que possui rotas alternativas fora da região de conflito envolvendo o território iraniano, estratégia que “dá segurança e custos competitivos para as operações da companhia, preservando as margens”.
Segundo a estatal, “os fluxos de importação da Petrobras são majoritariamente fora da região de crise e as poucas rotas que existem podem ser redirecionadas”.
Os preços do petróleo Brent chegaram a subir até 13% pela manhã e operavam com alta de mais de 6% por volta das 16h25 (horário de Brasília), movimento que ajuda a impulsionar as ações da Petrobras, que também é exportadora da commodity.
A forte alta do petróleo foi influenciada pelos ataques retaliatórios do Irã, que interromperam o transporte marítimo no Estreito de Ormuz.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.
O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
No domingo (1º), a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.
Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um “direito e dever legítimo”.
Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”.
A guerra dos Estados Unidos e de Israel com o Irã segue nesta segunda-feira (2).
Mais cedo, em pronunciamento, o presidente norte-americano Donald Trump reiterou que a guerra deve se estender por cinco semanas, mas que os EUA possuem capacidade para ir além.
Fechamento do Estreito de Ormuz
O conflito levou à redução de tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz. A rota marítima atravessa as águas do Irã e de Omã e é considerada ponto crucial para o transporte global de petróleo. Não obstante, o petróleo Brent disparou 12% na abertura do mercado futuro após o início do conflito.
No sábado, um funcionário da missão naval da União Europeia, Aspides, disse que embarcações têm recebido transmissão VHF – por radiofrequências – da Guarda Revolucionária do Irã, afirmando que “nenhum navio pode passar pelo Estreito de Ormuz”.
Para evitar riscos, centenas de navios ancoraram no Golfo do Oriente Médio em meio ao conflito e empresas de navegação redirecionaram rotas. O tráfego total no Estreito diminuiu cerca de 75% até o final de sábado, em comparação com o dia anterior, de acordo com um analista sênior de risco e conformidade da empresa de dados Kpler. A região enfrenta a maior parada comercial desde a pandemia.
*Com informações da Reuters.
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Fonte : CNN