O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, tornou públicas suas contas bancárias nesta semana, em uma tentativa de provar, segundo ele, que não tem ligações com o narcotráfico, acusação feita sem provas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
“Diante da grosseria do presidente Trump ao me incluir, juntamente com minha família, na Lista Clinton, sendo que nenhum de nós é narcotraficante ou tem qualquer ligação com narcotraficantes, decidi tornar público todo o meu histórico financeiro, longo, porém simples”, escreveu Petro em uma publicação em sua conta no X.
O presidente e a família foram incluídos na “Lista Clinton”, como é conhecida a lista do OFAC (Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros) do Departamento do Tesouro, por seu suposto envolvimento no tráfico internacional de drogas ilícitas.
“Não acham grave que minhas contas bancárias e transações contradigam a avaliação do presidente Trump sobre um presidente democraticamente eleito pelos colombianos?”, escreveu Petro.
“É possível que um narcotraficante colombiano esteja pagando sua casa há 14 anos, ao banco, e que nenhuma outra propriedade apareça?”, acrescentou.
A CNN entrou em contato com o Departamento de Estadodos EUA para comentar as declarações de Petro e aguarda resposta.
A UIAF (Unidade de Informação e Análise Financeira) da Colômbia começou a divulgar os extratos bancários do presidente à imprensa, referentes ao período de 2022 até junho deste ano, após Petro ordenar a publicação.
O relatório da UIAF, segundo um documento obtido pela CNN junto a fontes governamentais, detalha que o presidente possui 12 contas-poupança.
A análise afirma que apenas duas das contas apresentam movimentação significativa, sendo uma delas destinada ao pagamento de hipotecas.
A CNN entrou em contato com a Presidência colombiana para obter mais informações e comentários sobre as críticas geradas pelo assunto e aguarda resposta.
A divulgação das contas de Petro ocorre em um momento em que a Colômbia se prepara para as eleições legislativas e presidenciais de 2026.
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Fonte : CNN