A data em que a morte dos integrantes dos Mamonas Assassinas completa 30 anos foi marcada por uma homenagem publicada por Valeria Zoppello, 52, então namorada de Dinho.
Em um texto direcionado aos fãs, ela relembrou do relacionamento, da convivência com a banda e da repercussão do grupo em diferentes gerações.
Logo no início, Valeria fala da relação construída com o público ao longo das décadas. “Fico plena de gratidão por cada palavra que recebo, cada ‘eu te amo’, cada mensagem de afeto.”
Segundo Valeria, relatos chegam tanto de pessoas que acompanharam a banda na época quanto de jovens que conheceram o grupo depois. “Amor passado de geração pra geração. Tem algo mais mágico e verdadeiro do que isso?”, escreveu ela.
O impacto dos Mamonas na cultura pop foi associado por ela à forma como o grupo segue sendo lembrado.
“Quão longe nossos meninos chegaram, não é mesmo? Que orgulho dessa nossa molecada!”
No texto, Valeria diz que não seria possível definir em palavras o que os Mamonas representam em sua vida, mas foi apontada uma convicção central. “Hoje sei que o amor é realmente eterno. O que nos une de forma pura e verdadeira jamais se apaga. Jamais.”
O relacionamento com Dinho foi colocado como parte importante de sua trajetória pessoal, sem ser tratado como única identidade.
“Ter sido namorada do maravilhoso Dinho não me define, mas faz parte de quem eu sou. Carrego memórias únicas e especiais. Carrego a certeza de ter sido amada e ter amado com toda a intensidade possível.”
Valeria também lembrou a proximidade com a família do vocalista, citada nominalmente e descrita como uma referência constante em sua vida.
Os fãs foram mencionados em vários trechos, com ênfase na continuidade do vínculo após o acidente. “Recebo e sinto o amor de todos há 30 anos! Sempre me enviando palavras de incentivo, de alegria, de amor.”
Em outro momento, foi relatada a experiência em encontros presenciais. “Sinto as mãos trêmulas quando me abraçam. Vejo os olhinhos brilhando de emoção quando falam comigo. Eu sinto e enxergo vocês! Vocês me fortalecem mesmo sem saber.”
A convivência com todos os integrantes da banda também foi rememorada. Valeria citou Dinho, Júlio Rasec, Samuel Reoli, Sérgio Reoli e Bento Hinoto, agradecendo pela proximidade em vida.
“Muito obrigada por terem me permitido estar com vocês! Eu vou amá-los por toda eternidade!”
Ao fim do texto, um recado foi direcionado novamente aos fãs, com referência a uma frase de Dinho. “E como disse o Dinho: jamais desistam dos seus sonhos! Nunca permitam que digam que vocês não são capazes!”
30 anos do acidente
O post foi publicado no contexto dos 30 anos do acidente ocorrido em 2 de março de 1996. Na ocasião, após um show em Brasília, o grupo embarcou em um Learjet 25D com destino a Guarulhos, na reta fional da turnê de sucesso de uma carreira meteórica, que durou nove meses.
Durante a aproximação, a aeronave arremeteu e colidiu com a serra da Cantareira. Todos os ocupantes, incluindo o piloto, morreram na hora, e a investigação apontou exaustão do piloto como causa principal.
Os Mamonas Assassinas haviam se tornado um fenômeno nacional in 1995, com um único álbum que vendeu mais de 3 milhões de cópias em poucos meses.
A trajetória começou ainda em 1989, com a banda Utopia, e foi redefinida quando o grupo passou a apostar em composições autorais cômicas.
Três décadas após o acidente, o legado do grupo segue presente nas novas gerações mencionadas por Valeria em sua homenagem.
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Fonte : CNN