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Em meio ao segundo dia de ataques no conflito entre os Estados Unidos e o Irã, o professor Danny Zahreddine, especialista em Relações Internacionais da PUC Minas, alertou, em entrevista à CNN Brasil, que as estratégias utilizadas pelos EUA na Venezuela não podem ser simplesmente replicadas no contexto iraniano.

De acordo com Zahreddine, a história de formação da sociedade persa e o impacto da revolução islâmica de 1979 criaram no Irã um corpo político-social completamente diferente do venezuelano. “A própria história de formação da sociedade persa e da sociedade iraniana e o impacto da própria revolução islâmica de 1979 cria um corpo político-social que é completamente diferente”, explicou o professor.

Estrutura resiliente do governo iraniano

O especialista destacou que, diferentemente do que ocorreu na Venezuela, a tática de “decapitação” de lideranças não funcionaria da mesma forma no Irã. “No caso do Irã, decapitar o Khamenei fez com que todo o restante da estrutura pudesse rapidamente se reorganizar no sentido de recompor elementos que vão escolher quem vai ser o próximo líder supremo e manteve a sua capacidade de atacar os seus vizinhos e de atacar Israel”, afirmou Zahreddine.

O professor também criticou a racionalidade da política externa americana, classificando-a como “simplista” e “rasa”. Segundo ele, a escolha de atacar o Irã não é uma necessidade, mas sim uma opção política, especialmente influenciada por um círculo interno pró-Israel na administração americana. “A quem mais seria interessante um ataque nesse momento? A Israel”, questionou.

Zahreddine expressou ceticismo quanto à estratégia de Donald Trump de “terceirizar o sucesso da ação para a população iraniana”. “Ele entra num conflito e diz o seguinte: olha, agora é com vocês. Então, a possibilidade de dar errado é muito grande”, alertou. O professor concluiu sua análise afirmando não ver “a menor possibilidade desse regime ruir”, destacando a capacidade de resiliência do governo iraniano frente aos ataques externos.

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Fonte : CNN

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