As chuvas registradas nas últimas semanas em São Paulo provocaram aumento no volume de água dos principais sistemas que abastecem a Região Metropolitana. Depois de um período de atenção com a redução dos níveis, os reservatórios voltaram a apresentar recuperação gradual, segundo dados divulgados pelos órgãos de monitoramento hídrico.
De acordo com a Sabesp, o Sistema Integrado Metropolitano, que é a soma de todos os reservatórios, opera com 49% da capacidade. Entre os mananciais monitorados, o Sistema Cantareira, responsável por atender milhões de pessoas na Grande São Paulo, registrou alta no nível armazenado e está operando com 36,2%. Ele é o maior produtor de água da região, abastecendo 46% da população metropolitana. Outros sistemas também apresentaram recuperação, acompanhando o aumento das vazões nos rios que alimentam as represas.
Em 24 de outubro, quando a Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo) lançou o plano de contingência para reduzir o consumo de água, o nível do “volume útil” do SIM (Sistema Integrado Metropolitano) estava em 28,7%.
Desde sexta-feira (28), a ANA (Agência Nacional de Águas) e a SP Águas (Agência de Águas do Estado de São Paulo) autorizaram a operação do sistema na Faixa 3 – Alerta. Desde 1º de outubro de 2025, o Cantareira operava na Faixa 4 – Restrição, que é a mais severa.
Isso significa que a Sabesp está autorizada a retirar do Cantareira até 27 metros cúbicos por segundo previstos na resolução conjunta em vez dos até 23 metros que vinham sendo autorizados até fevereiro.
A previsão meteorológica indica que as chuvas devem continuar ao longo das próximas semanas, pelo menos até o fim de março. Segundo os meteorologistas, a permanência de áreas de instabilidade mantém a condição para pancadas frequentes, principalmente no período da tarde e da noite, o que ainda pode influenciar os níveis dos reservatórios e o volume dos rios na região.
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Fonte : CNN