O ex-zagueiro Edu Dracena avaliou o momento da Seleção Brasileira durante entrevista ao CNN Esportes S/A deste domingo (1).
Para ele, o elenco reúne nomes de destaque no cenário internacional, mas ainda falta consistência coletiva para brigar pelo hexa.
Dracena citou atletas como Rodrygo e Matheus Cunha ao analisar o grupo atual. Ele ressaltou que qualidade individual não garante conquistas.
Eu vejo que a Seleção Brasileira tem grandes jogadores, mas não tem uma grande seleção ainda.
O ex-defensor defendeu maior comprometimento com o conjunto.
“Falta um coletivo e esse coletivo o que é às vezes? É deixar a minha a minha vaidade de lado em prol do bem maior que é a Seleção Brasileira”, disse.
Segundo ele, o protagonismo deve ser da equipe, uma vez que a camisa pesa mais que qualquer nome.
Quem é o craque da Seleção Brasileira? É a Seleção Brasileira, é a camisa verde e amarela.
Treinador maior que os jogadores
O ex-zagueiro comentou ainda a chegada de Carlo Ancelotti ao comando técnico. Ele vê o treinador em processo de adaptação ao calendário e ao grupo, mas a expectativa é de evolução até o Mundial.
“O Ancelotti está trocando o pneu com o carro andando”, refletiu.
Para Dracena, a escolha por um nome estrangeiro foi estratégica, ele acredita que o peso do currículo influencia o ambiente interno. A liderança do treinador é vista como diferencial.
A gente precisava de um treinador que era maior que os jogadores.
Dracena também elogiou a postura do treinador no dia a dia. Ele vê identificação com o ambiente brasileiro.
“É um cara diferente que veio de corpo e alma realmente para fazer um bom trabalho”, afirmou.
Laterais, marcação e comunicação
Ao projetar a organização tática, o ex-zagueiro enfatizou a importância da marcação coletiva. Para ele, o sistema defensivo começa no ataque e a compactação será determinante em jogos decisivos.
“A marcação não começa só lá atrás, a marcação começa lá da frente”, afirmou.
Dracena ainda cobrou mais comunicação entre os atletas em campo. Ele avalia que o diálogo fortalece o time nos momentos de pressão.
A postura coletiva, segundo ele, será determinante: “A questão de você conversar dentro do campo, você cobrar seus companheiros, orientar seus companheiros também.”
Dracena também analisou o setor defensivo. Para ele, a zaga está bem servida para a Copa. A principal carência, segundo apontou, está nas laterais.
Acho que a Seleção Brasileira falta ainda laterais. Tanto lateral direito como lateral esquerdo.
CNN Esportes S/A
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Fonte : CNN