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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, citou duas razões principais para lançar ataques contra o Irã, em entrevista ao jornal americano Axios, no último sábado (28).

Entre os motivos, estavam o longo histórico do Irã de envolvimento em diversos ataques ao redor do mundo e a falta de progresso nas negociações diplomáticas no início desta semana.

Sobre a questão nuclear: O presidente dos EUA também afirmou que o Irã havia começado a reconstruir algumas das instalações nucleares que os EUA e Israel atacaram no ano passado. No entanto, ele também afirmou, ainda na semana passada, em seu discurso sobre o Estado da União, que esses locais haviam sido “destruídos”.

Análises de imagens de satélite feitas por especialistas mostram que o Irã reforçou diversas de suas instalações nucleares nos últimos meses, utilizando concreto e grandes quantidades de terra para soterrar pontos-chave.

Contudo, inspetores internacionais não concluíram que o Irã tenha retomado as atividades de seu programa de armas nucleares. A visibilidade dessas instalações é extremamente limitada, visto que o Irã impediu que inspetores da agência nuclear da ONU examinassem certos locais danificados desde a guerra de 12 dias com Israel no ano passado.

Sobre a questão dos mísseis: Nos dias que antecederam os ataques, Trump também afirmou que o Irã está “trabalhando para construir mísseis que em breve chegarão aos Estados Unidos da América”.

No entanto, duas fontes disseram à CNN que a alegação de que o Irã em breve terá um míssil capaz de atingir os EUA não é comprovada por informações de inteligência — não há informações que sugiram que o Irã esteja desenvolvendo um programa de mísseis balísticos intercontinentais para atingir os EUA neste momento, disseram as fontes.

E quanto à justificativa legal? Especialistas jurídicos estão céticos quanto à autoridade constitucional de Trump para lançar uma nova ação militar contra o Irã sem a aprovação do Congresso, especialmente se isso levar a um conflito prolongado. A Casa Branca não apresentou uma justificativa legal ao público, e o secretário de Estado americano, Marco Rubio, não prestou contas completas sobre uma justificativa aos membros do Congresso, disseram diversas fontes à CNN no sábado.

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Fonte : CNN

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