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Uma rua movimentada no subúrbio de Finchley, no norte de Londres, lar de uma grande comunidade iraniana, se transformou em uma grande festa de rua na noite de sábado (28), enquanto multidões celebravam a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.

Pessoas lotaram uma rua repleta de comércios iranianos, enquanto carros circulavam lentamente pela área buzinando, tocando música alta e agitando a bandeira da monarquia iraniana. Desconhecidos se abraçavam e se cumprimentavam, distribuindo doces. Outros estouraram garrafas de champanhe e borrifaram a multidão.

Muitas famílias levaram os filhos para participar das comemorações improvisadas, com pessoas dançando ao som de música persa e cantando “Voltaremos a Teerã”.

“Esta noite é histórica para nós, para todos nós… É a melhor noite da minha vida”, disse uma mulher à CNN, acrescentando que acordou sua filha de 15 meses para celebrar o momento.

Alguns agitavam bandeiras israelenses e americanas. Um homem carregava a bandeira azul “Make America Great Again” do presidente Donald Trump. “Obrigado, presidente Trump. Obrigado, Bibi Netanyahu”, gritou outro homem.

Uma jovem que subiu no teto de uma van para dançar descreveu o dia como o melhor de sua vida.

“Tenho certeza de que minha família no Irã está feliz agora, estou comemorando em nome deles”, disse Roxy, que só revelou seu primeiro nome. “Isso é inacreditável.”

Muitos cantavam “Javid Shah”, que significa “Viva o Xá”, e carregavam fotos de Reza Pahlavi, figura da oposição e filho do antigo Xá do Irã.

Amir, um britânico de origem iraniana de 29 anos, disse que queria abraçar todos os americanos que encontrasse, acrescentando: “Nunca pensei que diria isso: Deus abençoe Donald Trump”.

Alguns descreveram o momento como agridoce, ponderando a alegria pela morte de Khamenei com a preocupação pelo destino dos iranianos que ainda estão no país e o temor de dias difíceis pela frente.

“Mas este é o começo da liberdade”, disse uma jovem que participou dos protestos de janeiro no Irã antes de retornar a Londres. Ela pediu para não ser identificada por medo de colocar sua família em perigo.

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Fonte : CNN

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