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O humorista Marco Antonio Ricciardelli, 65, mais conhecido como Marquito, sofreu um mal súbito enquanto pilotava sua moto na última quarta-feira (25), em São Paulo. Durante o acidente, ele atingiu a moto de um enfermeiro, que o socorreu enquanto a ambulância do SAMU estava a caminho.

Com ferimentos no rosto e uma costela fraturada, ele foi levado para o hospital Nipo-Brasileiro “consciente e desorientado” e induzido ao coma para a realização de exames. De acordo com as informações divulgadas no programa do SBT, Marquito está em um quarto em recuperação.

 

Mas afinal, o que é mal súbito?

Diferentemente do que muitos pensam, o mal súbito não é uma doença específica, mas um sintoma. À CNN Brasil, o cardiologista Daniel Marotta, da Rede de Hospitais São Camilo, o define como um desequilíbrio rápido na oferta de sangue para órgãos vitais.

“O mal súbito, de forma bem simples, é um termo genérico para a definição de um mal estar repentino, que pode ser uma simples síncope com características benignas, até mesmo um infarto, um AVC, a depender da correlação de outros sintomas e da evolução do quadro”, explica.

Já o clínico geral Waldyr Lazaro Bueno Filho, também da Rede de Hospitais São Camilo, reforça que a gravidade tem variações.

“Pode ser desde um desmaio por queda de pressão ou de frequência cardíaca (síncope) até um evento catastrófico como uma parada cardíaca. Outras situações incluem acidentes vasculares cerebrais, hipoglicemia e convulsões”, comenta à CNN Brasil.

Mal súbito, infarto e parada cardíaca: qual a diferença?

Embora os termos sejam confundidos, Marotta esclarece as distinções fundamentais dos três diagnósticos.

“O mal súbito é a descrição de um sintoma. Ele pode ou não estar relacionado a um evento maior como o infarto, que acaba tendo outros sintomas como a dor e a sudorese, em muitos dos casos. Já a parada cardiorrespiratória é a perda total do funcionamento do coração, da parte mecânica e da parte elétrica. Esse coração realmente para de funcionar”, diz.

Os sinais de alerta e os grupos de risco

O corpo nem sempre avisa, mas em muitos casos há sinais sutis. “Se a causa for uma arritmia provavelmente vai sentir algo sim, se for um infarto pode sentir uma dor, por exemplo. Algum mal estar inespecífico pode ser sentido momentos antes”, pontua o cardiologista.

Já em relação ao perfil de quem está mais propenso, o clínico geral destaca que fatores ambientais e biológicos contam muito.

“O risco é naturalmente maior naqueles indivíduos que são mais sensíveis à desidratação por diarreia, calor extremo, aglomerações e tais pessoas tem uma sensibilidade maior definida por um exame chamado teste da mesa inclinada que avalia uma disfunção de um nervo chamado VAGO.”

Como prevenir e como agir?

A prevenção passa por um diagnóstico preciso, já que um eletrocardiograma simples pode não ser suficiente.

“O eletrocardiograma tem pouca sensibilidade para definir a causa, a não ser que mostre arritmias evidentes. O eletrocardiograma de 24 horas seria mais apropriado”, orienta.

Se você presenciar alguém sofrendo um mal súbito:

  1. Verifique a resposta: Tente falar com a pessoa. O sintoma mais preocupante é quando o paciente não é responsivo;

  2. Chame ajuda: Acione o serviço de emergência imediatamente;

  3. Cheque os sinais vitais: Verifique o pulso e se a pessoa está respirando;

  4. Socorro imediato: “O mais breve possível, se conseguir detectar que o paciente está em uma parada cardíaca, iniciar as massagens cardíacas, porque cada minuto nesse contexto faz uma diferença muito importante”, conclui Marotta.

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Fonte : CNN

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