Jhonson, uma capivara de nove anos, e Al, uma anta brasileira de 20, se tornaram “amigos inseparáveis” enquanto conviviam no Zoológico de Newquay Zoo, na Cornualha, Reino Unido. O local anunciou oficialmente, na última sexta-feira (20), que os dois animais passariam por eutanásia juntos para que não sofressem com a perda um do outro.
Porém, o que faz com que duas espécies diferentes possam formar uma amizade longeva? A CNN Brasil te explica como a combinação de temperamento, biologia e habitat compartilhado pode ocasionar na união.
Calmos e sociais
De acordo com os registros do Newquay Zoo e epecilistas em comportamento animal, tanto a anta (Tapirus terrestris) quanto a capivara (Hydrochoerus hydrochaeris) são animais calmos e sociáveis, o que facilita a interação com outras espécies.
Segundo o zoológico, Johnson e Al conviviam há anos no mesmo espaço e mantinham uma relação descrita como próxima pela equipe do local.
A anião entre eles era tão forte que ambos foram submetidos à eutanásia sob a justificativa de que sofreriam de isolamento e solidão ao ficarem sem a companhia do “amigo”.
Aliados naturais
Uma pesquisa desenvolvida pela Universdade Liverpool John Moores, traduzida como “Um estudo comparativo sobre os efeitos comportamentais de um recinto de espécies mistas em capivaras (Hydrochoerus hydrochaeris) no Zoológico de Blackpool, Reino Unido”, mostrou que a harmonia em ambientes como esses é um reflexo do que ocorre no estado selvagem.
Ou seja, animais que já se associam na natureza tem maior facilidade em desenvolver relações ao dividirem o mesmo espaço.
Habitat compartilhado
Ambas as espécies são nativas da América do Sul e coexistem em habitats como o Pantanal do Brasil, caracterizado por zonas úmidas e campos. Além disso, elas também são herbívoras generalistas e exploram recursos de forma parecida.
O estudo também aponta que garantir espaço suficiente para as necessidades individuais “é a chave para o sucesso se as capivaras quiserem manter vínculos de grupo resultantes e coexistir ao lado de outras espécies”.
Outro ponto é a grande distribuição de alimentos e recursos para que as espécies não precisem entrar em estado de competição nos ambientees compartilhados. Essa situação aparece quando Jhonson e IA comem juntos frutas.
Entenda a eutanásia
Segundo a instituição, Jhonson e IA foram submetidos à eutanásia na última sexta-feira (20), após avaliação das equipes veterinária e de manejo.
De acordo com o zoo, a decisão foi tomada em razão do declínio de saúde relacionado à idade. Os profissionais apontaram que, nos últimos meses, os dois apresentaram desafios crescentes que passaram a comprometer a qualidade de vida.
Amigos inseparáveis, capivara e anta brasileira são sacrificados em zoo
O procedimento, afirmou a instituição, seguiu critérios de bem-estar animal.
Em nota, o zoológico classificou a perda como significativa para funcionários e visitantes. Os dois animais eram considerados membros queridos da comunidade do parque.
Quem eram Jhonson e IA
O local onde eles viviam disse que Johnson nasceu em 2016 no Zoológico de Chester e chegou ao Zoológico de Newquay em 2017, “onde sua personalidade travessa, porém gentil, rapidamente o tornou um favorito entre os visitantes e funcionários.”
Já Al, nasceu em 2005 no Zoológico de Gdańsk e juntou-se ao Zoológico de Newquay em 2014. “Uma presença constante e muito querida no recinto, Al ficou conhecido por seu temperamento calmo e forte vínculo com sua dedicada equipe de tratadores” afirmou o Zoológico de Newquay.
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Fonte : CNN